<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800</id><updated>2011-04-21T23:48:35.435-02:00</updated><title type='text'>Adriano Reconstruído</title><subtitle type='html'>Um blog sobre a minha pessoa, o meu passado, meus pensamentos, minhas intimidades e uma reflexão sobre tudo isso para tenntar fazer de mim (e, quem sabe, de vc tbem) uma pessoa melhor...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://reconstruido.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>236</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-93007122</id><published>2003-04-21T20:13:00.000-02:00</published><updated>2003-04-21T20:13:37.496-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Papai, o que é Páscoa?&lt;br /&gt;- Ora, Páscoa é ...... bem ...... é uma festa religiosa!&lt;br /&gt;- Igual Natal?&lt;br /&gt;- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na&lt;br /&gt;Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.&lt;br /&gt;- Ressurreição?&lt;br /&gt;- É, ressurreição. Marta, vem cá!&lt;br /&gt;- Sim?&lt;br /&gt;- Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu&lt;br /&gt;jornal.&lt;br /&gt;- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que&lt;br /&gt;aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele&lt;br /&gt;ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?&lt;br /&gt;- Mais ou menos ....... .Mamãe, Jesus era um coelho?&lt;br /&gt;- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é&lt;br /&gt;o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino&lt;br /&gt;não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até&lt;br /&gt;parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma&lt;br /&gt;besteira dessas na escola? Deus me perdoe! Amanhã mesmo vou matricular esse&lt;br /&gt;moleque no catecismo!&lt;br /&gt;- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?&lt;br /&gt;- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no&lt;br /&gt;catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.&lt;br /&gt;- O Espírito Santo também é Deus?&lt;br /&gt;- É sim.&lt;br /&gt;- E Minas Gerais?&lt;br /&gt;- Sacrilégio!!!&lt;br /&gt;- É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?&lt;br /&gt;- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho,é o&lt;br /&gt;Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende&lt;br /&gt;direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!&lt;br /&gt;- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?&lt;br /&gt;- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de&lt;br /&gt;presente ele traz ovinhos.&lt;br /&gt;- Coelho bota ovo?&lt;br /&gt;- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!&lt;br /&gt;- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?&lt;br /&gt;- Era, era melhor, ou então urubu.&lt;br /&gt;- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia que ele morreu?&lt;br /&gt;- Isso eu sei: na sexta-feira santa.&lt;br /&gt;- Que dia e que mês?&lt;br /&gt;- ??????? Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na&lt;br /&gt;sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.&lt;br /&gt;- Um dia depois.&lt;br /&gt;- Não, três dias.&lt;br /&gt;- Então morreu na quarta-feira.&lt;br /&gt;- Não, morreu na sexta-feira santa ....... ou terá sido na quarta-feira de&lt;br /&gt;cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e&lt;br /&gt;ressuscitou no sábado, três dias depois! Como? Pergunte à sua professora de&lt;br /&gt;catecismo!&lt;br /&gt;- Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?&lt;br /&gt;- É que hoje é sábado de aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas.&lt;br /&gt;Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.&lt;br /&gt;- O Judas traiu Jesus no sábado?&lt;br /&gt;- Claro que não! Se ele morreu na sexta!!!&lt;br /&gt;- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?&lt;br /&gt;- É, boa pergunta. Filho, atende o telefone pro papai. Se for um tal de&lt;br /&gt;Rogério diz que eu saí.&lt;br /&gt;- Alô, quem fala?&lt;br /&gt;- Rogério Coelho Pascoal. Seu pai está?&lt;br /&gt;- Não, foi comprar ovo de Páscoa. Ligue mais tarde, tchau.&lt;br /&gt;- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?&lt;br /&gt;- Cristo. Jesus Cristo.&lt;br /&gt;- Só?&lt;br /&gt;- Que eu saiba sim, por quê?&lt;br /&gt;- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo&lt;br /&gt;Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?&lt;br /&gt;- Coitada!&lt;br /&gt;- Coitada de quem?&lt;br /&gt;- Da sua professora de catecismo!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Texto recebido por email de autoria desconhecida.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-93007122?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/93007122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/93007122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_04_20_archive.html#93007122' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-93003992</id><published>2003-04-21T19:13:00.000-02:00</published><updated>2003-04-21T19:13:37.780-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Deus deve ser um chato...&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Meu irmão diz que eu já era assim no segundo grau. Talvez, por eu sempre ter sido meio CDF... Eu, contudo, só fui perceber que eu era um chato que analisa tudo depois de entrar na faculdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns chamam isso de senso crítico. Outros chamam de chatice. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que eu não consigo assistir a um telejornal sem pensar que "ah, ao invés de meramente uma nota, poderiam ter inserido algumas imagens nessa matéria" ou "Estão usando a trilha sonora do Titanic como fundo, mas que coisa!"... Ou, quando vejo um filme, não consigo deixar de, em determinados momentos, realizar uma crítica mental que vai aumentando a simpatia/antipatia que tenho pela obra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ruim da coisa é que às vezes perde-se o senso da diversão pura. Tudo vira um pouco objeto de reflexão, a vida inteira vira tema de monografia, sempre se tem um "comentário pertinente" a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei nisso assistindo a 2 Perdidos Numa Noite Suja. Foi-me impossível não achar que o final do filme foi hiper-otimista, quase oposto ao da peça, apesar de muito parecidos. Era impossível não ir me apaixonando pela interpretação da Debora Falabella que realmente arrasou, a despeito de seu personagem ser mais chocante. E, por fim, não consegui me convencer de que ficou MELHOR mesmo Paco virar mulher. Achei que muita coisa se perdeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quanto perde alguém que não sabe comentar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-93003992?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/93003992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/93003992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_04_20_archive.html#93003992' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-92836016</id><published>2003-04-18T11:43:00.000-02:00</published><updated>2003-04-18T11:43:09.233-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Star Wars + Emprego + Maconha&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Sonhei com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou bem careta, bebo mal e mal (uma média de 300ml de cerveja por mês?), não fumo, nunca fumei, nunca injetei, nunca cheirei. Ok. Agora que isso está esclarecido, podemos tentar captar o significado do meu sonho: sonhei que pela primeira vez iria experimentar um trago de uma droga (Tenho 99% de certeza de que era um tipo de maconha). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado que no sonho eu não era neeeeeem um pouco neurótico a respeito. Não havia culpa. Havia apenas curiosidade e vontade. Parece-me estranho agora, pois posso dizer-lhes que genuinamente nunca tive VONTADE de fumar maconha... Até já tive oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Sonhei que estava em algum ambiente futurista. Não era nenhum local que eu conhecesse de fato, mas era perto do meu trabalho. Era um ambiente branco, não muito amplo, bem iluminado, asséptico. Pode parecer um hospital, mas esteticamente se assemelharia mais a uma nave espacial bem clean... Algo como uma sala no planeta dos produtores de clones de Star Wars.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém fumava maconha lá. Fumava de uma maneira muuuuuito esquisita. parecia mais que estava cheirando; utilizava-se de um aparelho futurista de ficção-científica onde era colocada uma substância branca e através da qual  essa poderia ser fumada. A pessoa que fumava maconha (eu agora não sei identificar quem era) ofereceu-me e saiu. Eu fiquei lá fumando, até que minha supervisora, do trabalho, entrou no cubículo e, em tom de brincadeira, falou que maconha antes de entrar no trabalho podia dar justa causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu esperava ficar "no maior barato", mas só fiquei um pouco lerdo fumando maconha. E, indo para o trabalho, cruzei com um colega  de trabalho que volta e meia me sacaneia - ele é maneiro - e que ficou fazendo troça de eu ir trabalhar chapado...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-92836016?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92836016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92836016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92836016' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-92632726</id><published>2003-04-15T03:37:00.000-02:00</published><updated>2003-04-15T03:42:56.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Tudo o que resta são As Horas&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Depois da festa, ainda terei de encarar as horas. E, enquanto não durmo, sentirei esperança ou angústia pelo tempo que passa. A solidão e a morte são as únicas certezas e, de certa maneira, são a mesma coisa. E, desafortunadamente, não sei lidar nem com uma nem com outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos amigos eu tenho? Quantos ficariam comigo se eu enlouquecesse como Virginia Woolf? Quantos me visitariam se eu me tornasse um HIV soropositivo em condições terminais? Minha família pode morrer, a planta pode estragar, a solidão é a única certeza. E, naquele momento, por fugaz que seja, de solidão, encaramos as horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu assisti As Horas. Depois de todo mundo. Talvez por último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se encontra a paz fugindo da vida, disse Virginia. Também disse que primeiro devemos amar a vida, e que só depois podemos descartá-la. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que algum dia passem as horas, devo acertar as contas com meus fantasmas, dominar a língua e a morte da solidão, adivinhar a surdez e a solidão da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é toda muito triste e muito bela. E talvez beleza e tristeza não sejam coisas sempre tão distantes assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A beleza mais marcante é também a mais fugaz e a mais visível aos olhos perspicazes... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"There's so much beauty in the world." De que adianta, se ela não for vista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso fugir para o Canadá; é preciso voltar para Londres; é preciso dar um beijo apaixonado, seja de separação ou de recomeço, porque tudo é separação e recomeço. Tudo é reconstrução e desesperança. Tudo é angustiante e belo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-92632726?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92632726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92632726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92632726' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-92556500</id><published>2003-04-14T00:26:00.000-02:00</published><updated>2003-04-14T00:26:25.763-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Bu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-92556500?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92556500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92556500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92556500' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-92406901</id><published>2003-04-11T02:24:00.000-02:00</published><updated>2003-04-11T02:24:46.530-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Voltando à nossa programação normal&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.amazonat.com.br/img/papagaio.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;***  Desabafar é bom e necessário, mas é bom seguir adiante... ***&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-92406901?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92406901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92406901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92406901' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-92405091</id><published>2003-04-11T01:51:00.000-02:00</published><updated>2003-04-11T01:51:50.483-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Papagaio II&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Meu irmão&lt;/b&gt; (para o papagaio): Vamos lá, Jonas, fala! (Numa medonha imitação de voz de papagaio)"Tou com fome, Iran. Tou com fome, Iran! Tou com fome, Iran." &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Papagaio&lt;/b&gt;: ...&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Eu&lt;/b&gt;: Ai, Iran, só você mesmo para ensinar as coisas para uma ave. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Meu irmão&lt;/b&gt; (em voz de papagaio): "Me come, Iran. Me come, Iran. Me come, Iran!"&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Eu&lt;/b&gt; (dando uns tapas): Tá maluco! Imagina se, entre uma oração e outra de mamãe, o Jonas fala um troço desses?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu irmão foi embora, rindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é que, dois minutos depois, Jonas falou "Iran"?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-92405091?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92405091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92405091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92405091' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-92404881</id><published>2003-04-11T01:48:00.000-02:00</published><updated>2003-04-11T02:20:04.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Meu novo conceito de blog musical&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Muita gente odeia páginas da internet com trilhas sonoras em midi ou em mp3 ao fundo. Geralmente odeiam porque já ouvem um sonzinho próprio no rádio ou no Winamp e ficam de saco cheio quando uma intrusa da internet vem se meter nos seus ouvidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que acabei deixando uma música no meu blog por escrito. Assim, sempre lembro dela, quando entro e não preciso encher o saco de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atual, Felicidade, de Tom e Vinícius, foi feita em finzinho da década de 60 para o filme Orfeu Negro. Adoro sua melodia, sua nota, sua sensualidade debochada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E &lt;b&gt;Parriot&lt;/b&gt;, para colocar uma mensagem na barra de baixo do navegador é só colocar o código abaixo no cabeçalho (entre &lt;head&gt; e &lt;/head&gt;) do código HTML da sua página:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;script language="JavaScript"&gt;&lt;!--&lt;br /&gt;//msgbar status&lt;br /&gt;00&lt;br /&gt;var current = 0&lt;br /&gt;var x = 0&lt;br /&gt;var speed = 100&lt;br /&gt;var speed2 = 500&lt;br /&gt;function initArray(n) {&lt;br /&gt;this.length = n;&lt;br /&gt;for (var i =1; i &lt;= n; i++) {&lt;br /&gt;this[i] = ' '&lt;br /&gt;}&lt;br /&gt;}&lt;br /&gt;typ = new initArray(10)&lt;br /&gt;typ[0]="Para aumentar o número de linhas a aparecer na mensagem"&lt;br /&gt;typ[1]="Basta mudar o número na linha typ=new initArray()"&lt;br /&gt;typ[2]="E acrescentar as linhas tal como essa mesma está escrita no código"&lt;br /&gt;typ[3]="Bom divertimento!"&lt;br /&gt;typ[4]="Melodia: Tom Jobim"&lt;br /&gt;typ[5]="Tristeeeeeza"&lt;br /&gt;typ[6]="não tem fim"&lt;br /&gt;typ[7]="Felicidade sim"&lt;br /&gt;typ[8]="Tristeeeeeeeeeza"&lt;br /&gt;typ[9]="não tem fim"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;function typewrite() {&lt;br /&gt;var m = typ[current]&lt;br /&gt;window.status = m.substring(0, x++) + "_"&lt;br /&gt;if (x == m.length + 1) {&lt;br /&gt;x = 0&lt;br /&gt;current++&lt;br /&gt;if (current &gt; typ.length - 1) {&lt;br /&gt;current = 0&lt;br /&gt;}&lt;br /&gt;setTimeout("typewrite()", speed2)&lt;br /&gt;}&lt;br /&gt;else {&lt;br /&gt;setTimeout("typewrite()", speed)&lt;br /&gt;}&lt;br /&gt;}&lt;br /&gt;typewrite()&lt;br /&gt;//--&gt;&lt;/script  &gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-92404881?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92404881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92404881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92404881' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-92404378</id><published>2003-04-11T01:38:00.000-02:00</published><updated>2003-04-11T02:27:23.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Papagaio I&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Eu e meu irmão na cozinha. Ele abaixado junto à gaiola de Jonas, o papagaio que tem aqui em casa. (Colocamos a gaiola na cozinha à noite por medo de gatos comilões noturnos que me venham de casas vizinhas para nossa área, à noite.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Meu irmão&lt;/b&gt;: Olha o Jonas, que fofinho! Será que tem problema se eu beijar ele? (sic)&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Eu&lt;/b&gt;: Credo!... Se você não se importar de pegar vírus e bactérias para umas mil doenças incuráveis...&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Meu irmão&lt;/b&gt;: Puxa, então você nunca beijaria o Jonas?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Eu&lt;/b&gt;: Caraca, isso é altamente anti-higiênico!&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Meu irmão&lt;/b&gt;: Ah, eu sempre beijo a cabecinha dele... &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Eu&lt;/b&gt;: Putz! Essa cabeça dele que ele sempre esfrega contra os ferrinhos da gaiola onde ele tranqüilamente faz cocô? Que nojo!&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Meu irmão&lt;/b&gt;: Eu não acho nojento. Nem mamãe. Ela até beija o Jonas no biquinho.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Eu&lt;/b&gt;: Eca! Acho que vou parar de beijar vocês...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-92404378?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92404378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92404378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92404378' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-92287020</id><published>2003-04-09T10:59:00.000-02:00</published><updated>2003-04-09T10:59:42.186-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Algo para distrair&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;No final do dia, algo bom. Excitante, até. Se fosse em outro blog, esse seria um episódio facilmente transformável num relato erótico. Prefiro, contudo, outra abordagem, mais tola, menos interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um homem alto, branco. Na rua. Subindo os degraus que me liberavam da passagem subterrânea, em Botafogo, rumo à rua da Passagem, eu o vi. Eu queria andar. Andar para pensar. Pensar para musicar. Contudo, o vi. E eu vi que ele me via. Por segundos apenas, mas vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a primeira vez que percebi e fui percebido ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu o ultrapassei, é verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais a frente, na rua, eu peguei o celular. Não pensava no cara. Juro. Eu vi a hora e achei tarde. Pensei que era melhor desistir da andança e voltar e ficar naquele que me era o ponto de ônibus mais próximo. Pensei e fiz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao dar meia volta, cruzei com ele, que vinha andando atrás de mim. Olhares aqui, olhares ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ainda parou e fingiu telefonar. Eu pensei que poderia ir fingir telefonar no orelhão ao lado dele, mas não fui. Não fui um pouco por desânimo, um pouco por um compromisso que eu tinha, um pouco por me sentir emocionalmente vulnerável e não ver ali nada além de uma potencial aventura sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fui e me arrependi um pouco. Talvez devesse ao menos ter tentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos, me distraí.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-92287020?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92287020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92287020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92287020' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-92286984</id><published>2003-04-09T10:58:00.000-02:00</published><updated>2003-04-09T10:58:55.780-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Divórcio&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Tenho raiva. Tenho amor. Tenho vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob certos aspectos, ontem foi o pior dia da minha vida. Mas ninguém ficou sabendo. Ainda não. Eu não queria contar, pois ajudava a dar a impressão de que não era importante, de que não era bem assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu achava que tudo devia ser dessa forma mesmo. Fingir ser forte ajuda a fingir que não há problema. Tudo é bom do jeito que está. Fica mais colorido, até. E esses tons de negro até melhoram a decoração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que dói, lá no fundo. Quando chega o dia da morte, dói. E não dá para pensar que foi melhor assim, na hora. Apenas pensamos que perdemos. É o final. It's the end, my friend. Chegamos ao fundo do poço e somos fracos, temos medos, temos vazios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia de ontem matou 25 anos. Em 3 horas, consumiu-se o que adiou-se por 3 anos. Em 3 segundos, eu chorei o que eu elogiei por tanto tempo. "É melhor assim." E o quanto melhor, mais amarga a lágrima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou com a Família em Desordem. Estou com o coração acorrentado. Não consigo mais diferenciar a Morte e o Morrer. E vejo que a hora da despedida é a mais cruel de todas, pois sofremos duplicadamente. Sofremos por aquilo que sempre tivemos e de que nos despedimos e sofremos algo mais dolorido ainda; sofremos a despedida do que não estava lá, sofremos a saudade da fuga do vazio, sofremos a impossibilidade da esperança do encontro, sofremos a despedida que nos faz ver que certas coisas nunca estiveram lá. Sofremos porque nos enganávamos antes, imaginando que o desastroso e o longínquo a qualquer momento se afiguraria afetuoso e fiel. E agora que o desastroso vai embora, leva junto o simulacro da beleza que havia e da nobreza que nunca existiu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rachadura veio; não sei chorar. As lágrimas que vieram eu posso contar. Cinco, sei, sete, oito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria saber chorar mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-92286984?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92286984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92286984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92286984' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-92202773</id><published>2003-04-08T03:35:00.000-02:00</published><updated>2003-04-08T03:35:09.780-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;3 Pecados Gastronômicos&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;1 - A torta de chocolate e baba de moça servida no café do Centro Cultural da Justiça Federal. Custa a astronômica quantia de R$3,50 - sim, eu sou mão de vaca - mas é uma delícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - A torta de chocolate do Café Hum Espresso &amp; Cia, no 4º andar do Rio Sul. A fatia custa 2 arus, é grande e &lt;i&gt;hmmmmmm&lt;/i&gt;!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - O Pastel de Nata do Cavé. É pequeno, custa R$1,90, mas, da cor à textura, do gosto à consistência, é perfeito, perfeito, perfeito!!! Em tempo, o Cavé Radiante fica na Rua Sete de Setembro, 137, no Centro do Rio...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-92202773?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92202773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92202773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92202773' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-92201940</id><published>2003-04-08T03:17:00.000-02:00</published><updated>2003-04-08T03:17:42.246-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Enquanto isso...&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;O Jô Soares entrevista um cara que foi a Saturno e viu que os saturnianos falam português e comem carne de dinossauros abduzidos da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A-ham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;ONDE QUE O JÔ ARRUMA ESSES TROÇOS???&lt;/h3&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-92201940?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92201940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92201940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92201940' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-92200795</id><published>2003-04-08T02:56:00.000-02:00</published><updated>2003-04-08T02:56:07.746-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Marketing de Guerrilha&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Hoje tudo é marketing. E tudo é guerra. E mais, tudo é marketing de guerra.&lt;br /&gt;Se passo na feira, eles vendem:&lt;br /&gt;- Ei, amigo, quer uma camisa "Eu Amo o Iraque" por apenas cinco reais? &lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Ela é bonita, é barata, é a diversão das suas crianças..&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Eu podia estar matando... eu podia estar roubando... Eu podia...&lt;br /&gt;- EU NÃO QUERO A PORRA DESSA CAMISA DO IRAQUE! EU NÃO GOSTO DELA! EU NÃO GOSTO DO IRAQUE!&lt;br /&gt;- E que tal essa camisa "Eu - coraçãozinho -  Bush"? Ou essa: "Se o fogo é amigo, o extintor é tarado"? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, se leio o jornal, tem caderno especial só para a guerra. Sem contar a Madonna com seu clip. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que a Globo ainda não relançou "O Clone" no Vale a Pena Ver de Novo?!? Não entendo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sei que essa é a ocasião perfeita para se abrir - de preferência, no centro comercial Saara - a "Salim MegaStore" ou as "Lojas Arabianas". Seria alguma coisa de vários andares, bem grande, pronta para vender de tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já visualizo até a campanha de marketing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na TV, uma mulher com o rosto coberto por um véu meio transparente toda triste, sentada desolada numa cadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=blue&gt;"Você está a procura de elegância e sofisticação nesses tempos difíceis? A sua burka não deixa as pessoas notarem seu penteado novo? Está cansada de usar sempre as mesmas cores?" &lt;br /&gt;&lt;font color=black&gt;(Imagem da mulher com o véu acenando afirmativamente com a cabeça triste)&lt;font&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então peregrine DJÁ até a Ibrahenner mais perto de você! O Aiatolá ficou maluco e cortou todos os preços pela metade! Se você pensa que Bagdá está bombando, é porque ainda não viu as nossas mini-burkas a preços promocionais!!!!" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=black&gt;(Imagem da mulher agora com uma mini-burka estampada com camelinhos que mostra metade dos seios dela.)&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E temos mais! Mostra pra eles, Khaled!"&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=green&gt;"Se você ligar agora para o número que está na tela, você poderá comprar esta maravilhosa piscina modelo "Golfo Pérsico" e, ainda, levar um exército americano de plástico! Válido apenas para as primeiras ligações! Piscinas Golfo Pérsico - se não souber nadar, cave no fundo e ache petróleo!!!"&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto são apenas músicas e clips. Amanhã serão camisas e filmes. Aposto que ainda teremos algo como "A Casa dos Estadistas", para a qual Sílvio convidará Blair e Bush e fará com que todos procurem Saddam. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-92200795?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92200795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92200795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92200795' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-92200621</id><published>2003-04-08T02:53:00.000-02:00</published><updated>2003-04-08T03:34:29.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Enquanto isso, na vida dos livros&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Começou com o &lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT345153-1655,00.html" title="Tem uma parte dele disponível no site da Época!" target="_blank"&gt;"O que deu de errado no Oriente Médio"&lt;/a&gt;, que vendeu trocentas cópias nos Estados Unidos após todo aquele rolo do 11 de setembro. Aqui no Brasil passou apagado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve também o &lt;a href="" target="_blank"&gt;11 de setembro&lt;/a&gt; do Noam Chomsky. E até aí morrem neves... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a &lt;a href="http://www.historianet.com.br/main/mostraconteudos.asp?conteudo=362" target="_blank"&gt;"Uma História dos Povos Árabes"&lt;/a&gt; nem se relacionava tanto aos últimos acontecimentos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, agora, de uma tacada só, as livrarias recebem &lt;a href="http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=126075" target="_blank"&gt;"Iraque - planos de guerra"&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.siciliano.com.br/livro.asp?orn=LSE&amp;Tipo=2&amp;ID=284982" target="_blank"&gt;"Iraque - a Guerra Permanente"&lt;/a&gt;, dois livros para falar mal das ações americanas relacionadas ao Iraque. O primeiro se centra mais na estratégia da Casa Branca e nos bastidores e antecedentes da guerra, enquanto que o segundo é uma entrevista com Tarek Aziz, um dos principais colaboradores de Saddam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ô, marketing editorial!... Na aba da guerra de ânimos entre anti-iraquianos e anti-americanos entram os marketeiros para ganhar muito, muito dindin...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da última safra, a respeito de guerras, o melhor me parece ser o &lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=194338&amp;ST=SE" target="_blank"&gt;Fora de Controle&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Por falar nisso, não li até hoje o "Estação Carandiru", livro que anda entre os mais vendidos praticamente desde sempre... Aliás, esse nem deve ter sido um dos motivos para ele ser transformado em filme, né? ;-)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-92200621?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92200621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92200621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92200621' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-92075027</id><published>2003-04-06T03:42:00.000-02:00</published><updated>2003-04-06T03:42:04.293-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Por entre brumas e trevas e silencios indivisos, avancei, sôfrego, pouco a pouco. Era fim da noite, quase dia seguinte, e o peso de todo um dia pressionava minhas costas e minha consciência. O maior desconforto é sentir o paraíso adiante e inacessível. E, bem na minha volta para casa, cada minuto parecia eterno e meu descanso parecia impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por entre brumas e trevas e emoções indefinidas, tropecei, louco. Todo fim de noite é manhã. Todo meu cansaço dobrava ao pensar na inércia do sol, na gravidade da minha vontade, no fatalismo da minha liberdade. O livre-arbítrio abre todas as portas para não levar a lugar nenhum. Onde estou? Estou entre brumas, trevas e silencios indivisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As brumas, trevas e razões enlouquecidas me açoitavam como chicotes no inferno. Duro é andar nas ruas antes de chegar ao lar. A escória está à espreita, próxima. Eu mesmo sou escória, mas é melhor esquecer. Só quero conforto; só quero meu lar iluminado com lâmpadas brancas, alvas, de halogênio. Aqui no frio eu sou nada. Aqui fora eu sou sujo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das brumas, das trevas e do indiviso sai a luz, a forma e a casa. Não chego a entrar no conforto, no lar e na fortuna de uma vida de enfado e arraso. Antes, vejo ao portão a fada dos meus sonhos, a senhora minha mãe, que chora sem parar, desconsolada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não precisa falar. Eu já entendo o que houve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-92075027?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92075027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92075027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92075027' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-92074045</id><published>2003-04-06T03:15:00.000-02:00</published><updated>2003-04-06T03:15:16.810-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Você dá Esmola?&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Parece uma enquete estúpida, mas eu gostaria de saber o que passa na cabeça das pessoas quando  um garotinho de 6 anos, uma moça grávida vestindo farrapos ou um senhor manco e míope pedem dinheiro para dar comida à família, comprar um remédio ou simplesmente sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já tive uma fase em que eu dizia mais "sim"  do que "não". Talvez desse dinheiro mais facilmente quando eu o recebia costumeiramente da Fundação Monetária Santíssima e Divina Mãe. Depois que eu comecei a administrar minha grana começaram as neuroses para controlar os reais. Ou talvez tenha aumentado o meu cinismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei à conclusão de que compaixão é a única coisa que pode ou não mover-nos a dar uma ajuda (i.e. uma esmola) a alguém. Quando você deixa de dar dinheiro a um velho, você não o está salvando da cachaça. Quando você não dá dinheiro a um menino de rua, você não está evitando que os pais o explorem para ganhar dinheiro sem trabalho. Quando você deixa sua carteira quietinha, não impelimos o governo a tomar uma atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão somente não sentimos compaixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aquela estória de dar comida quando pedem dinheiro realmente pode ser deprimente. Li em algum lugar que uma das coisas que nos torna humanos é nossa capacidade de desejar o supérfluo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar ou não dar? Eis a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Na fila para comprar uma casquinha no McDonald's uma criança se aproxima e tenta me vender chicletes que eu nunca vi na vida. Era um estágio intermediário, o da venda esmolada, onde recebemos algo em troca. O chiclete não me tinha a menor serventia. Comprei dez. E varri a culpa para debaixo do tapete.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-92074045?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92074045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92074045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92074045' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-92072681</id><published>2003-04-06T02:41:00.000-02:00</published><updated>2003-04-06T02:41:27.983-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;O Oposto de Copacabana&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Tudo que Carla Camurati deixou de fazer em seu "Copacabana", Eduardo Coutinho fez. E com muito louvor. Como num Big Brother realmente empolgante, Coutinho levou as câmeras para os apartamentos e para as intimidades dos mais variados moradores do Edifício Master.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme coleta depoimentos de velhinhos, solteiões, fofoqueiras, pessoas solitárias e, mais que tudo, gente comum. Ah, claro, gente que mesmo sendo comum é muito, muito esquisita. Descobri, afinal que as pessoas são estranhas. E ri - gargalhei - com depoimentos estranhos - como o da espanhola que diz que pobre não tem emprego porque não quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, as lentes de Coutinho não servem para ridicularizar. Aliás, o Coutinho se preocupa tanto com ética em documentário que chega quase a ser chato. (Um profissional ético, imagine!) No filme ele chega a dar profundidade e simpatia a pessoas por quem eu não esperaria sentir tais coisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me amarrei na menina de Minas que faz programa. Quando o Coutinho pergunta como ela teve coragem de dar seu depoimento, eu me apaixonei por ela... E tem a moça quase-doidinha que me matava de rir quando não olhava direto para a câmera, me fazendo pensar no adjetivo "maluquinha" e, a seguir, utilizava as expressões mais intelectualizadas e incomuns possíveis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um filme delicioso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Se quiserem, desconfiem do meu relato só um pouquinho. Aprendi a gostar muito do Coutinho com uma professora. Uma que, aliás, aparece no filme.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-92072681?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92072681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92072681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92072681' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-92026361</id><published>2003-04-05T03:45:00.000-02:00</published><updated>2003-04-05T03:45:58.716-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Vida de estudante&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Passei mais de mês tentando me inscrever sem conseguir, ameaçado a ter minha matrícula cancelada porque a universidade não oferecia a minha disciplina obrigatória. Consegui, contudo me matricular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entro na aula de projeto experimental feliz - &lt;i&gt;irei aprender a fazer minha monografia, não irei?&lt;/i&gt; - e eis que surge um professor. Traz uma monografia cujo o tema/título é "Poltergeist e a comunicação no espiritismo". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao invés de falar de como se faz a monografia, ele passou uma hora e meia falando do fenômeno do poltergeist - no qual eu não acredito - e também de Jung, da alquimia, do tarô e de como a alma e toda uma gama de conceitos de mitologia espiritualista barata influencia a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;E pensar que eu tenho de acordar às 5 da manhã para ter uma aula-SPAM de ocultismo barato...&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-92026361?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92026361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92026361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#92026361' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-92022552</id><published>2003-04-05T02:20:00.000-02:00</published><updated>2003-04-05T02:20:01.450-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Vendaval de Crianças&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Enquanto estou sentado em frente ao computador, meu irmão lê algumas revistas, enrolado na felpuda coberta vermelha dele. A um toque nela, lembro-me do meu cobertor branco de criança, que não era felpudo, certamente comprado na feira ou numa vendedora de costuras especiais do Nordeste, de locais serranos ou de outros recantos igualmente peculiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era esse tal cobertor que eu levantava quando criança até a altura da minha cabeça, transformando-o numa cortina imaginária suspensa pelas minhas mãos que tinha por missão esconder meu corpo infante. Tratava-se de um ritual executado por mim e por meu irmão em todas as manhãs de domingo. Como era o dia em que meus pais dormiam até mais tarde, não podíamos sair de casa cedo para brincar sob o sol convidativo. Não devíamos acordá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ficávamos no quarto, de pé sobre nossas camas, uma ao lado da outra, e interpretávamos os mais variados papéis naquele teatrinho. Os personagens eram super-heróis, claro. Rolavam altas zoações nas nossas primeiras horas de domingo. Eu era o Batman, ele era o He-Man; eu era o Chapolim, ele era o Chaves... Isso quando eu não interpretava o "vendaval de crianças" - uma forma sofisticada e imaginativa de atropelar e cascuedar meu irmão fingindo que eu era milhares de crianças a passar por cima dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, as delícias de ser um irmão mais velho tão mais novo que agora!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invariavelmente, nós fazíamos uma barulheira que acordava nossos pais. E eles se levantavam e vinham ralhar conosco. E então interrompíamos todo o teatro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...por cinco minutos, tempo depois do qual tudo começava de novo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-92022552?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92022552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/92022552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#92022552' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91962491</id><published>2003-04-04T03:12:00.002-02:00</published><updated>2003-04-04T03:12:39.043-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Mais um pouco...&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;"Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91962491?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91962491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91962491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91962491' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91962480</id><published>2003-04-04T03:12:00.001-02:00</published><updated>2003-04-04T03:12:22.670-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Ainda bem que Hannah era cega&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;"Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!"&lt;br /&gt;&lt;font color=gray&gt;- final do discurso de Chaplin em "O Grande Ditador"&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Haverá, porventura, alguém mais belo que Chaplin?&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91962480?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91962480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91962480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91962480' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91962469</id><published>2003-04-04T03:12:00.000-02:00</published><updated>2003-04-04T03:12:04.810-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Alguém já ouviu isso antes?&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.  A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=gray&gt;- trecho do discurso de Chaplin em "O Grande Ditador"&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91962469?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91962469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91962469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91962469' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91962458</id><published>2003-04-04T03:11:00.001-02:00</published><updated>2003-04-04T03:11:45.513-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Onde está Wally?&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Já pode-se começar a desenhar uma versão iraquiana desse delicioso passatempo. Onde está Sadam?&lt;br /&gt;Como apetrechos opcionais a se procurar, além do Saddam, estão seus parentes, seus ministros e suas armas de destruição de massa!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que bem agora ele deve estar no Caribe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo meu falou que o Iraque é um dos países mais avançados em matéria de clonagem e que para aparecer uma cópia de Saddam morta não custava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Acho que tenho amigos loucos...&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91962458?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91962458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91962458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91962458' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91962434</id><published>2003-04-04T03:11:00.000-02:00</published><updated>2003-04-04T03:11:25.920-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Paz é o escambau&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Vozes murmuram contra a guerra. Vozes murmuram a favor. Vozes murmuram contra as vozes. Vozes entram em guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu continuo sendo contra a guerra - contra qualquer guerra. Porque vamos combinar que eu sou sim hedonista, liberacciano, pacifista, poliânico e esperançoso. E porque, francamente, tudo que com o que a guerra me parece é com uma locomotiva desgovernada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe das guerras é fácil opinar sobre elas sem perceber que em uma justamente não se poderia mais escolher lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de guerras, mas também de paz. Pesando na balança, não posso dizer que estejamos exatamente em falta de guerras. E só sendo mais poliânico que eu para crer que temos paz em demasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra é a política no acelerador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não quero nem olhar quando for necessário fazer uma curva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91962434?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91962434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91962434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91962434' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91961129</id><published>2003-04-04T02:47:00.000-02:00</published><updated>2003-04-04T02:47:13.340-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h4&gt;Lei 3 - Oculte as suas intenções&lt;/h4&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei 3 trata da importância de dissimular o propósito das atitudes de um indivíduo, deixando as pessoas na dúvida quanto às intenções e objetivos dessas atitudes. Segundo o autor, esta é uma lei fácil de ser aplicada, já que a maioria das pessoas, ingenuamente, pensa que explicitar suas vontades e ser sincero é um bom caminho para alcançar o que deseja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor aborda as várias maneiras de dissimulação possíveis: manter um certo jogo de sedução, em que a pessoa que está sendo seduzida está ciente do processo mas se deixa envolver mesmo assim, pela curiosidade (na tradução popular, o famoso "me engana que eu gosto"); usar a chamada "falsa sinceridade"; ou seja, defender com convicção uma opinião que é exatamente o contrário da sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, também há a possibilidade do uso de uma cortina de fumaça. Basicamente, um conjunto de "pistas falsas", a cortina de fumaça serve para desnortear as vítimas e desviar sua atenção. Na tentativa de não levantar suspeita alguma, a cortina de fumaça prima por justamente apresentar um elemento que seja familiar e esperado pelas vítimas. Uma vez atraídas pelo que há de familiar, o intento verdadeiro passa desapercebido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as formas apresentadas de cortina de fumaça, está a expressão facial, que é tomada como janela para a alma do indivíduo. Se exibida de forma branda e inexpressiva, oculta ou mesmo dissimula as verdadeiras intenções do indivíduo, o que pode ser especialmente útil em negociações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor também fala do gesto nobre, a ação que é tomada como realizada como um ato de bondade, mas, em verdade, iniciada para atender necessidades outras, geralmente pessoais. Nos moldes do gesto nobre há, atualmente, no meio empresarial, a questão do marketing social. Através de ações voltadas para a sociedade as empresas capitalizam simpatia do público, quando não conseguem também benefícios palpáveis em troca da ação social, que, vista dessa forma, não é tão desinteressada assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, tem-se a camuflagem, que não é nada senão uma forma mais específica de se utilizar a falsa sinceridade. A técnica de camuflagem parte da confusão que as pessoas fazem entre aparência e realidade e se focaliza na possibilidade de alguém fingir ser uma pessoa como as demais. O quanto mais alguém se mistura, menos suspeito se torna, o que é especialmente válido no caso de espiões, que tentavam se passar por pessoas comuns ao máximo, na época da Segunda Guerra; de cristãos novos na Bahia colonial, que participavam da missa católica aos domingos, mas obedeciam secretamente os costumes judeus, ou de gays enrustidos, que saem com várias mulheres somente para fazer fama com os amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei termina prevendo os casos em que ela seria inaplicável, ensinando o que fazer quando não for possível dissimular as reais intenções. Para esse caso, resta assumir as reais intenções, de forma a não parecer um alvo perigoso, mas sim divertido. Através de espetáculo e divertimento, as pessoas encontram algo a mais e deixam de se preocupar estritamente com o objetivo de alguém, focalizando sua atenção, ao invés disso, no quanto esse objetivo é buscado de forma absurda ou ridícula.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91961129?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91961129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91961129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91961129' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91960718</id><published>2003-04-04T02:39:00.000-02:00</published><updated>2003-04-04T02:47:38.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;a href="http://www.sgmed.hpg.ig.com.br/teste/index.htm" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://www.sgmed.hpg.ig.com.br/teste/uo.jpg" width="200" height="238" border="0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;font size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"&gt;Que tipo de bicha u&amp;oacute; &amp;eacute; voc&amp;ecirc;?&lt;/font&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, eu não me achei parecido com nenhuma das opções desse teste mesmo... Para começar, não curto boate, não sou fashion nem cool. Quando me acho gay demais, aparecem certos seres para dizer que nem desconfiavam de mim (seriam cegos surdos mudos?) e quando me acho comum demais, aparece sempre um amigo chato a ressaltar-me características.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, sou um inconformado conformista, um excêntrico tradicional, um gay certinho que se permite a alguma liberalidades. ou não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, acima de tudo, gosto de assoviar na rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carmem, principalmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91960718?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91960718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91960718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91960718' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91910305</id><published>2003-04-03T10:53:00.000-02:00</published><updated>2003-04-03T10:56:04.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Uma guerra Histórico-Musical&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já que o assunto é guerra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=blue&gt;"Há séculos, o tom de referência é o lá acima do dó médio. Este é o som que se eleva de um oboé, quando uma orquestra sintoniza. Hoje, esse lá, habitualmente, é fixado nos 440 ciclos por segundo, mas nem sempre foi assim. Antes da invenção do diapasão, no tempo de Handel, as orquestras eram afinadas com um registro amplo, e o lá médio era entoado mais baixo do que hoje, em cerca de 420 ciclos por segundo. Isto corresponde a uma diferença de quase meio grau, com relação à afinação moderna, de tal forma que o lá tocado antigamente seria, segundo o padrão atual, um lá sustenido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseqüentemente, interpretamos hoje todas as composições do tempo de Beethoven, e de antes, mais ou menos meio grau acima do que se pretendeu. Os sopranos precisam alcançar essa altura muito maior numa ária de Mozart e muitos dos grandes violinos Stradivarius e Guarnerius tiveram de ser reforçados internamente para não desabarem sob o aumento de 12 por cento na tensão das cordas, requerido para elevar o tom de suas cordas. Essa mudança de afinação também significa que tocamos composições pré-românticas num tom diferente daquele com que foram escritas. Lembre-se disso, da próxima vez em que alguém lhe disser que o dó sustenido menor foi a escolha perfeita de tom para a abertura da &lt;i&gt;Sonata ao Luar&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mudança no padrão de afinação surgiu de uma longa rivalidade entre cordas e sopros. Não se pode fazer muita coisa para elevar o tom de um oboé, mas sempre se pode apertar um pouquinho mais as cordas de um violino. Com a afinação um pouco mais aguda, as cordas assumem uma clareza de som que prende a atenção do ouvinte - desviando-a dos instrumentos de sopro. Em resposta, os artesãos  fizeram instrumentos de sopro com diapasão mais alto. Então as cordas foram afinadas ainda mais alto, e a disputa prosseguiu. Em meados do século XX, o lá médio, em algumas orquestras, já se elevava a uma altura de 465 ciclos por segundo. Mas os músicos tocavam um dia em Praga, no outro em Los Angeles Um clamor em favor de um padrão internacional levou ao compromisso nos 440."&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=gray&gt;- Pg 73 e 74  de "Música, Cérebro e Êxtase - Como a música captura nossa imaginação", &lt;a href="http://www.siciliano.com.br/livro.asp?orn=HSE&amp;Tipo=2&amp;ID=78554" target="_blank" title="Por R$54,90 na Siciliano.com"&gt;livro&lt;/a&gt; de Robert Jourdain, editado pela Objetiva.&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91910305?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91910305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91910305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91910305' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91834412</id><published>2003-04-02T08:05:00.000-02:00</published><updated>2003-04-02T08:05:18.903-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Francisco&lt;/b&gt;,&lt;br /&gt;Não tenho idéia de que o Nei Naiff seja tarólogo do Collor... Até tentei &lt;a href="http://www.google.com.br/search?q=Naiff+Collor&amp;ie=UTF-8&amp;oe=UTF-8&amp;hl=pt&amp;btnG=Pesquisa+Google&amp;lr=" target="_blank"&gt;pesquisar&lt;/a&gt;, mas não saiu nada elucidador...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91834412?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91834412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91834412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91834412' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91834196</id><published>2003-04-02T07:58:00.000-02:00</published><updated>2003-04-02T07:58:23.873-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Memória Sexual e Meios de Amar&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Quando eu olho para trás, não sinto falta de algum poema de amor - até porque, poema mesmo eu nunca ganhei. Já fiz, mas não recebi - e tampouco sinto falta da abstração maior a que chamam de amor. Sinto falta, no máximo, dos momentos. Quando ele me deu um beijo numa mesa de bar. Quando outro ele me levou para uma cerva para a gente beber e depois pintou um clima... Ou quando ele e eu nos acariciamos numa boate e de repente sentimos aquela urgência sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamem-me de superficial ou de bitolado, mas o sexo é uma das coisas que mais me vêm à memória no que toca a relacionamentos passados. E sexo não precisa ser penetração. O sexo começa na carícia. Pode até começar no beijo. Quando falo sexo, pensem na "química".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se passa dessa química sexual ao amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu confesso que não sei. Tenho poucos amigos e poucas pessoas que eu possa dizer que eu amo. E, afinal, qual a distância entre carência e amor? Entre dependência e afetividade? Talvez não haja distância entre sexo e amor. O amor - não o Amor em letra maiúscula, eterno, irrecusável e shakesperiano - talvez não passe de uma forma de sexo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito que já se propôs a pensar o corpo como uma equivalência da alma. A maioria das religiões trabalha com uma tal equivalência. Por isso, parece então tão estranho que, ao liberar o copo, não se libere a alma? Ou, sendo menos dramático, há de se supôr que, a assépticas exceções, o sexo pressupõe ou cria uma intimidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando dessa forma, eu quase poderia conjecturar que há limites corporais não somente para o sexo, mas também para o amor. E com isso não penso somente no grau de diferença entre a experiência da penetração e da masturbação conjunta, por exemplo, mas também na diferença que há entre tocar o ombro e tocar a mão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo talvez defina que experiências podemos ter, o que podemos sentir, nossa memória, influências a nossa personalidade... Numa forma mais resumida, pode determinar nosso espírito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91834196?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91834196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91834196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91834196' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91779614</id><published>2003-04-01T14:31:00.000-02:00</published><updated>2003-04-01T14:32:39.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;PASSOU NA TV: RESPEITO ÀS DIFERENÇAS&lt;/H3&gt;&lt;br /&gt;Eu não havia visto esse comercial na TV e só fiquei sabendo da existência dele no &lt;a href="http://darlan.blig.ig.com.br/inicial.html" target="_blank"&gt;blog do Darlan&lt;/a&gt;. O Darlan capturou o vídeo e deixou a propaganda do governo de respeito às diferenças &lt;a href="http://www.armariox.hpg.ig.com.br/diferencas.zip" target="_blank"&gt;disponível na internet&lt;/a&gt;. Achei o maior barato!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91779614?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91779614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91779614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91779614' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91776384</id><published>2003-04-01T13:24:00.000-02:00</published><updated>2003-04-01T13:24:06.780-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;h3&gt;Jornalista, Técnico e Publicista...&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Jornalista, fofoqueiro e pesquisador nas horas vagas&lt;/h3&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornalista é aquele cara que fala de tudo, escreve sobre tudo. Se trabalha na redação, tem que cobrir o que o chefe mandar. E num dia em que faltarem jornalistas e sobrarem matéria, pode-se ter que encarar de tudo: de comentários sobre o Carnaval a uma entrevista com o Caetano, de um editorial sobre a guerra a um box sobre o colesterol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual é a formação de um sujeito que potencialmente escreve sobre tudo? O cara forma-se em comunicação. Recebe rudimentos de psicologia, de sociologia, alguma coisa de teoria política e econômica... e muita técnica para escrever, falar ou se apresentar diante da câmera. Em que ponto da faculdade de jornalismo se fala sobre a história dos povos árabes ou sobre a participação da indústria de sapatos na economia brasileira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=red&gt;Acho que em nenhum.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista nasceu como panfletário. Com a popularização da imprensa, a burguesia queria afirmar suas opiniões políticas. Faziam um jornal e defendiam-nas. Existiram milhares de periódicos assim na Europa. Duravam algumas semanas e pronto. O Brasil também os teve; quem quiser ler ao menos o prefácio do livro "Insultos Impressos", da Isabel Lustosa, vai ver que muitos jornais se voltavam exclusivamente para o feito de tentar convencer um único leitor seu: o Imperador (Dom Pedro I, na época).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com a possibilidade de se fazer jornais graficamente melhores, aumentou também o custo. Tornava-se necessário vender mais jornal para justificar uma melhor produção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo as cidades se tornaram mais complexas. Ouvi uma vez a historinha de que havia uma árvore na Paris do século XVIII ao redor da qual se juntavam os fofoqueiros profissionais dos vários guetos diferentes da cidade para trocar notícias e passá-las adiante. O jornalista acabou virando algo assim, alguém para tornar perto o que estava longe, o homem-interface. E isso começou a ser feito para as massas. Surge aí a idéia do jornalista como o cara que vai acompanhar fatos, coletar notícias, escrever matérias, entregar informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=red&gt;Logo aí já começa o problema. Insidioso. Quase nem dá pra prever.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aposto como foi uma influência tardia qualquer do positivismo a crença num jornalismo científico. Pombas, as pessoas falam - e acreditam! - em jornalismo objetivo e imparcial, na verdade apresentada nua e crua, na realidade transposta tal como ela é. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer representação peca por resumir o que era detalhado. E vamos combinar que forças políticas e econômicas por trás dos grandes jornais provocam as deformações mais grosseiras. Entretanto, acreditar que o jornalista era aquele que contava a verdade instituiu toda uma mitologia da profissão, o que ajudou a sustentá-la junto ao público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso começou a ruir nos anos 50, com a nova escola, nos Estados Unidos. Adeus, Clark Kent. Adeus, figura do jornalista que vai no mundo, investiga e nos dá a verdade com toda a honestidade, mesmo que o editor não aprecie muito. É hora do Peter Parker chegar com o falsear jornalístico e com os editores insuportáveis que transformam heróis em vilões e verdade em mentira! Mais que tudo, é hora de encarar a realidade e ver que versão 100% imparcial dos fatos é irrealidade pura, e que o mero nomear "Guerra do Iraque" ou "Guerra do Bush" já muda muita coisa a respeito da visão que se tem da dita guerra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=red&gt;A Verdade não existe. Existem interpretações.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdendo o posto de arauto da Verdade, o jornalista perdeu o argumento que o legitimava. Se os jornais não dizem a verdade, por que comprá-los?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, publicações como o Le Monde soltaram o verbo e deixaram bem claro o significado da expressão "Linha Editorial"; você pega o jornal para descobrir se a filosofia que você já tem (que seria a mesma do jornal que você lê) é a favor ou contra o PT. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas são uma minoria as publicações que apostam na parcialidade como atração. Os grandes jornais e programas jornalísticos - aqui no Brasil, pelo menos - ainda apostam na falida fórmula da objetividade, honestidade e clareza... Basta ler O Globo. Tem zilhões de colunistas, que tem suas opiniões, mas o jornal, em si, declara-se parcial? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém já viu alguma propaganda que fosse algo como "O Globo - a cara da classe média carioca!" ou "Se vc é Zona Sul, vc é Jornal do Brasil"... Eu, pelo menos, só vejo slogans clichês que juntam o nome do jornal com expressões como "mais informação num só lugar" ou "do mundo todo" "o tempo todo" "aqui". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto perseguiam uma credibilidade automática, os jornais viram  a sociedade se tornar complexa a ponto de os meios de comunicação de massa ganharem cada vez mais a chance de veicular/legitimar a cultura  e os valores sociais. O jornal é o que une todos os seus leitores. (Quer maior facilidade para conversar com um estranho que perguntar o resultado do jogo de ontem ou comentar o fim da novela?) Tem um texto do Gabriel Tarde que fala de como a unificação do Estado Francês se deu em conjunto com as primeiras publicações a nível nacional. As línguas na Europa só se estabilizaram como material para uma identidade nacional quando se cristalizaram em obras publicadas por todo um país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, ao jornalista, fica a tarefa de tradutor, de ponte entre as camadas sociais, de interface entre as camadas simbólicas e culturais. O jornalista é o cara que não sabe muito de quase nada e sabe um pouquinho de tudo. Ele vai entrevistar o advogado especializado em direito eleitoral e traduzir a fala dele de forma que dona Maria, empregada doméstica moradora da Rocinha, entenda. Ele vai trazer a fala do sem-terra e torná-la acessível ao astrofísico. Ele vai pegar os relatórios militares sobre as armas iraquianas e torná-los algo inteligível a qualquer um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, temos Eduardo Bueno hoje ganhando rios de dinheiro fazendo o trabalho de um historiador. Aliás, Eduardo Bueno, jornalista, já declarou-se historiador. Isso sem falar na Ditadura Envergonhada do tio Elio Gaspari, livro de não-ficção mais vendido no Natal passado. É um jornalista que fala de história e de política legitimando-se através da experiência e de um acesso a fontes privilegiadas de pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Não quero dizer que o trabalho do Gaspari ou do Eduardo Bueno sejam inferiores ao de historiadores. Em verdade não li livros de nenhum dos dois, mas ambos devem ter suas qualidades, mesmo para os historiadores. Contudo, por que o jornalismo estenderia seus limites para as áreas de outras profissões se não lhe faltasse nada em sua própria área?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é ser jornalista hoje em dia? Muitas vezes apura-se uma matéria sem nem sair da redação. É para escrever sobre o novo livro do Paulo Coelho? Reescreve-se a resenha, enviada pela editora. É para falar de uma batida de carro? Liga-se para a polícia. Entrevista com blogueiros? Pode ser pela internet. Rosto e voz pra quê? Às vezes a apuração passa longe da realidade material do fato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é jornalista, você entrevista, você testemunha, você traduz, você junta informações, você reorganiza e você publica. No primário eu fazia essas coisas e chamava de "fazer o dever de casa". Se quiserem algo mais acadêmico, fica o termo "pesquisador".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A raras exceções, os jornalistas não passam de pesquisadores e, ao invés de isso ser uma vantagem - então jornalista pode ser autoridade em qualquer área? - torna-se uma desvantagem. Afinal, se o jornalista é quem sabe um pouco de tudo, então todo mundo pode ser um pouco jornalista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa nem é uma visão tão absurda assim da profissão. Basta ver a tal juíza de São Paulo que achou que qualquer um pode exercer a profissão de jornalista. Ora, bolas, desde que utilize métodos de pesquisa e redação adequados, qualquer um não pode ser um pesquisador?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista não tem mais credibilidade garantida. Não é mais o arauto da Verdade. Raramenta se apresenta como uma fonte de opiniões; ele não dá o que diz que dá. Hoje ele só faz o que metade dos blogueiros está careca de fazer: pesquisar, escrever e publicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mudanças, a faculdade de jornalismo estará fadada à extinção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=gray&gt;&lt;i&gt;O processo através do qual o jornalista passou de alguém que dá uma opinião para alguém que não dá nada ainda ser um interessante tema de projeto de monografia... Alguém topa?&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91776384?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91776384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91776384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91776384' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91650611</id><published>2003-03-30T13:25:00.000-02:00</published><updated>2003-03-30T13:25:30.170-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;O Moderno e o Pós-Moderno&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Eu tive uma aula - maravilhosa! - com uma professora filósofa professadora da seguinte tese: o homem moderno buscava caracterizar o homem pela diferença entre ele e os animais. Assim surgiram Freud, Darwin e Marx, falando de ego, evolução e trabalho. O homem pós-moderno, por outro lado, se preocupava com a diferença entre a Humanidade e a Técnica, entre o homem e a máquina. A questão agora é ter certeza de que a bomba atômica, a clonagem, a computação e a internet não anulem ou superem o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu percebi o quanto, na verdade, ambas as diferenciações se baseavam no princípio de fazer alteridade entre o Homem e a Ficção. O Homem é Real. O que pode abalar mais a auto-estima e poder da figura humana que pensar que animais podem ser semelhantes aos homens? Tudo que enveredou por esse caminho foi tachado de ficção e banido dos limites da realidade com a ajuda de Freud, Darwin e Marx. Mickey, fábulas ou feras mitológicas? Tudo ficção!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que preocupava os filósofos da Escola de Frankfurt com relação ao cinema e que preocupa milhares de pseudo-filósofos hoje com relação à TV é a relação entre a ficção e o Homem. A TV domina as massas? As ficções da internet pode alterar a forma dos homens se relacionarem? E que dizer de Madame Butterfly, influenciada pela malvadíssima técnica literária?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como no conto que escrevi aqui um dia, os blogs hoje em dia talvez sejam meramente uma ficção dentro da ficção que é a internet que espera ser tão ou mais real que a realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Não seria a ficção uma ficção?....&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91650611?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91650611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91650611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91650611' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91649242</id><published>2003-03-30T12:49:00.000-02:00</published><updated>2003-03-30T12:49:08.043-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Lacan e a "Vida, o Filme"&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Engraçado. &lt;br /&gt;Num momento da peça, uma personagem diz que ela é ficcionária e que o público era real. As personagens podiam morrer todas as noites e em todos os dias seguintes reapareceriam vivas, para viver a peça novamente, ao passo que para nós, seres reais, fica a Morte única. A ficção se repete; nela o tempo é cíclico. No real o tempo passa, linear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Real sou eu que morro e vivo uma única vez. Fictícia é Ofélia que vive e morre a cada apresentação de Hamlet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li um texto que falava de como para Lacan a noção de realidade se associava intimamente à de repetição. O real é o que se percebe de forma repetida e sistemática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Real é o sol que nasce e se põe todos os dias e que pode ser percebido da mesma forma uma e mil vezes. Fictício é o elefante cor de rosa que o bêbado viu passar na esquina agora mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Como uma estrela, a ficção repete sua órbita. Será o Eterno Retorno de Nietzsche uma forma de conciliar ficção e realidade na órbita da Vida?&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91649242?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91649242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91649242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91649242' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91648321</id><published>2003-03-30T12:22:00.000-02:00</published><updated>2003-04-02T08:04:42.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Vida, o Filme&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Um tapa na cara. Essa peça, apresentada até ontem no Espaço Unibanco no alternativíssimo horário de meia-noite é um tapa na cara. Mas a gente ri tanto, que quase esquece. E, antes de nos esquecermos, a peça volta com um esquete que nos mostra com quanta ficção e fantasia vivemos. E vem outro tapa na cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que ninguém vai assistir essa peça enquanto ela não for remontada, mas... ela merecia um comentário, um elogio! O grupo de artistas "Os Dezequilibrados" estão de parabéns... (Tudo bem que eu só contei 7 atores... Ficam 12, se contarmos o pessoal de suporte técnico...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu entro no foyeur do Espaço Unibanco. Cheio de mesas e cadeiras. A peça é ali. Sem palco; o palco é em todo o lugar. Acima, abaixo, atrás de nós, ao lado... Ninguém sabe a melhor posição para sentar.Tudo isso regado a piadas baseadas no absurdo e na catarse de uma crítica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;Cenas e frases que eu quero ver e ouvir de novo&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Uma discussão. Uma personagem aconselha: "Vivam o aqui e o agora!", e a outra: "Sonhem sob o amparo da ficção."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Uma mulher de muletas que diz que se tivéssemos coragem, viveríamos sem planos de saúde. A doença de hoje em dia é a da alma, e não a do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Um suposto cinéfilo que discute com outro: "Eu vi um filme lindo no outro dia. Era de um diretor russo... cientista, sabe? Era... era... ah, lembrei! Encouraçado Potenquim, dirigido pelo Einstein!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Um cara que diz a peça inteira que é o príncipe Adam brincando ao perguntar se Cristo era realidade ou ficção. Uma civilização inteira ergueu-se baseada na ficção. "A ficção é a base do sonho", diz ele, antes de misturar Cristo e o He-Man, falando de como ele recebeu grandes segredos e veio para salvar o mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. "De que vale tanta beleza se ela não pode ser alcançada?", a respeito da perfeição dos amores e das vidas do mundo da ficção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Quatro homens e três mulheres dançando "Vamu pulá", de Sandy e Júnior, da maneira como vieram ao mundo (Só então eu entendi porque a peça era para maiores). Foi o momento mais &lt;i&gt;nonsense&lt;/i&gt; da minha vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peça fala de como a ficção ajuda a combater a solidão, a miséria, a morte. Fala explicitamente do 11 de setembro, fala das bombas em Bagdá. Remete ao filme do Woody Allen, "A Rosa Púrpura do Cairo". Sacaneia o cinema, o teatro, a literatura, o telejornalismo. Fala que o real está embuído demais de ficção. Talvez até o real seja fictício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, fala também de que, nessa solidão humana, muito embora possamos criar deuses, He-Mans ou Casablancas, possamos - e tvez devamos - encarar nossa solidão e tentar caminhar sem muletas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficar de pé na vida, ao invés de sentado em frente à TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://igspot.ig.com.br/adrian1980/JesusHeMan.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A Cia. dos Dezequilibrados está de parabéns. Daniela Pereira de Carvalho e Ivan Sugahara, responsáveis pelo texto, também. Os diálogos são ótimos, um primor. E a direção do senhor Sugahara foi o máximo... Pena que tenha acabado! &lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91648321?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91648321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91648321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91648321' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91603022</id><published>2003-03-29T12:37:00.000-02:00</published><updated>2003-03-29T12:37:23.750-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;8 Anos de Velhice&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Ontem disseram-me que pareço ter 30 anos.&lt;br /&gt;Eu sempre soube que minha aparência me dá mais idade que minha carteira de identidade. Contudo, 8 anos de diferença foi meu record. Quase uma década!&lt;br /&gt;Perguntei o porquê de eu aparentar mais idade. Seriam os cabelos altamente grisalhos que tenho aos 22 anos? Seria minha postura "responsável", certinha? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, num momento de louca digressão, pensei que se para o mundo é como se eu tivesse 8 anos a mais, é como se subitamente EU tivesse perdido 8 anos em algum lugar. E as coisas que eu queria fazer nos próximos 8 anos? Putz, para toda a gente eu parecerei ter 30 anos e vou continuar vivendo como alguém de 22?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou revoltado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91603022?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91603022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91603022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91603022' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91602270</id><published>2003-03-29T12:13:00.000-02:00</published><updated>2003-03-30T12:19:21.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Promoção de CD's na Saraiva e nas Lojas Americanas.&lt;br /&gt;Comprei a trilha sonora de Ataque dos Clones e Elis no Fino da Bossa por R$9,90 cada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R$9,90 cada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91602270?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91602270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91602270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91602270' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91541005</id><published>2003-03-28T10:03:00.000-02:00</published><updated>2003-03-28T10:03:11.076-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Entre Bíblia e o Tarô - A Culpa é do Público&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;A coisa mais intrigante a respeito do tarô, na minha opinião, não diz respeito a seus arquétipos ou a seu caráter oraculas. O mais estranho no tarô, para mim, é pensar que ele é uma forma de comunicação onde positivamente há um receptor (o que se consulta), uma mensagem, um meio (geralmente as cartas e o &lt;i&gt;intérprete&lt;/i&gt;) e nenhum emissor aparente. Não se pode dizer que uma cigana da vida é quem produz o que ela diz, pois o que ela fala é baseado em algo que lhe é anterior (as cartas e sua disposição). Qual a importância então da autoria da mensagem no tarô?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro do tio Michel Foucault, epistemólogo francês, discutindo Nietszche, Freud e Marx. Antigamente eu pensava que existiam as palavras e as coisas. Existia a coisa caneca e a palavra caneca, e a palavra remetia à coisa. Pois tio Foucault justamente fala de como em Nietzsche, Freud e Marx não se pode mais falar que haja uma palavra "consciência" que remeta à própria consciência. Em verdade, a palavra consciência remete a uma interpretação da coisa e não à própria coisa. E a interpretação remete a uma outra &lt;i&gt;ad infinitum&lt;/i&gt; sem que se possa chegar a uma interpretação primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bíblia, da mesma forma que o tarô, pode ser entendida nessa teoria. É uma fala sem início. Por mais que falem em inspiração divina, em obra de Deus, é fato aceito por todos os religiosos que já conheci que os textos bíblicos foram escritos por mãos humanas. &lt;b&gt;Mas por quais mãos?&lt;/b&gt; Ninguém sabe. Não é importante. E católicos, evangélicos e toda a sorte de cristãos trata a Bíblia como se ela já fosse a própria coisa e não uma interpretação; ou, antes, a interpretação de uma interpretação de uma interpretação de uma interpretação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse post todo tem uma razão. Era só para falar mal dos que falam mal da mídia. Talvez, para falar mal de quem desacredita as manifestações públicas que têm por pretensão mudar os rumos da guerra ou, pelo menos, de sua cobertura jornalística. Alguém aqui já perguntou aos jornais porque os Estados Unidos e a Inglaterra passaram de vilões máximos que eram, com expoente máximo em Bush, para "Aliados" ou "Forças Aliadas"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso é que a opinião de que a Mídia Má domina o povo indefeso anda de boca a boca desde o início do século. As melhores versões dessa opinião foram apresentadas por filósofos alemães da Escola de Frankfurt como tio Adorno e tio Horkheimer, os quais, na verdade, apenas adaptaram o marxismo para a teoria da comunicação. E, no processo, acabaram com o sujeito histórico. Nada de dialética, nada de revolução. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leiamos "À sombra das maiorias silenciosas", do ótimo &lt;font color=red&gt;Jean Baudrillard&lt;/font&gt;. Se a mídia enreda as massas, o faz nas regras dessas massas. Na guerra de audiência a pesquisa de marketing é rei. E cadê a massa usando o poder que tem? Se ela pode reclamar ligando para o canal de TV, também pode protestar em massa. Aliás, o nome de um protesto silencioso e pouco organizado é "baixos índices de audiência".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Mídia, como o tarô e como a Bíblia, funciona da forma que tio Foucault prescrevia. É tudo interpretação. O quanto será que importa o emissor? A interpretação diz mais a respeito de quem a enuncia do que a respeito daquilo que é interpretado. Ou será que, nesses tempos de TV aberta e TV paga essas pessoas todas que reclamam da TV estão tão sem opção assim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91541005?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91541005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91541005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91541005' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91484965</id><published>2003-03-27T13:47:00.000-02:00</published><updated>2003-03-27T13:50:55.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;A guerra?&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;A Verdade é uma faca de três gumes. Há a sua verdade, a verdade dele e a Verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Só falta saber onde diabos procurar o terceiro gume... Ora, bolas!&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91484965?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91484965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91484965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91484965' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91484044</id><published>2003-03-27T13:30:00.000-02:00</published><updated>2003-03-27T13:30:54.590-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Alguém conseguia fazer músicas tão densas e tão líquidas como Debussy? Nada sobe, nada desce. Tudo é um imenso mar em fantasia. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91484044?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91484044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91484044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91484044' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91483225</id><published>2003-03-27T13:16:00.000-02:00</published><updated>2003-03-28T09:31:24.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;O Eremita&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://www.dreamline.nu/theparticletarot/?view=hermit" target="_blank" title="Clique para imagens e trabalhos de Dave McKean, um achado maravilhoso do blog NemoNox.com"&gt;&lt;img src=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A carta de tarot Eremita na visão de Dave McKean.&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo o "Curso Completo de Tarô de Nei Naiff" a primeira pergunta curiosa que eu fiz a mim mesmo foi: "Que Carta de Tarô eu sou?". Pelo visto esse é um teste que ainda não saiu na internet, de modo que eu mesmo tive de me responder: "O Eremita".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos sua descrição: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nos tarôs clássicos e modernos, revela um homem idoso, símbolo da experiência de vida e sabedoria humana. Ele usa uma lanterna, símbolo do conhecimento adquirido pelo esforço próprio, que ilumina pequenas áreas, símbolo da dimensão e expansão, para saber por onde ir. Ele já conhece todos os caminhos da vida, seus percalços e obstáculos. Contudo, se apóia em um cajado, símbolo da prudência e aptidão, para se localizar e afastar os infortúnios. Este arcano traz o equilíbrio necessário ao ser humano para a busca de seu autoconhecimento e do progresso em longo prazo. Sugere prudência, lentidão, silêncio e principalmente a procura pela iluminação interior."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto é do &lt;a href="http://www.neinaiff.com.br"&gt;Nei Naiff&lt;/a&gt; e ele fala que esse arcano indica o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;No Plano Material&lt;/b&gt; - Progresso lento, obstáculo superável, realização em longo prazol.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;No Plano Mental&lt;/b&gt; - Planejamento, prudência, estudo, pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Plano Sentimental&lt;/b&gt; - Afeto, paz, calma, interiorização.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sentimental&lt;/b&gt; - Intuição, aprofundamento, iluminação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=red&gt;Advertência para os quatro planos&lt;/b&gt; - AGILIZE OS FATOS, NUNCA DESISTA! &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou tudo que está escrito. Sou 80%. E quanto a agilizar os fatos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia minha vida estar mais lenta? Sou virginiano demais. Eu &lt;i&gt;penso&lt;/i&gt; demais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91483225?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91483225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91483225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91483225' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91322318</id><published>2003-03-25T01:42:00.000-02:00</published><updated>2003-03-25T01:44:41.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Última das Preocupações&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Isso eu li nos jornais. Vi nos telejornais. Ouvi no rádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos estão preocupados com a exibição no Iraque de imagens de caráter humilhante dos soldados americanos feitos prisioneiros. Um intenso debate se inicia. Não fazem os EUA o mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Jornal da Globo, um cara da Cruz Vermelha falou que visitas aos prisioneiros de guerra devem ser feitas para evitar maus tratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;&lt;font color=red&gt;Pô!&lt;/font&gt;&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma guerra!!! É lógico que rolam maus-tratos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se eu fosse um prisioneiro de guerra a última das minhas preocupações seria a forma como eu apareceria na TV...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Você pode bombardear, ferir a soberania alheia, matar, esquartejar, lançar mísseis, invadir com tanques, mas se você exibir umas imagenzinhas, a sua guerra não é mais legal... Que chatice essa Convenção de Genebra!&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91322318?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91322318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91322318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91322318' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91262146</id><published>2003-03-24T03:23:00.001-02:00</published><updated>2003-03-24T12:34:36.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Palavrões são engraçados?&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Sério, me respondam. Ao ver grande parte da platéria de "O Castiçal" rir por palavrões quaisquer murmurados num contexto quase qualquer eu me senti estranho. Será que eu era o esquisito? Por que eu não ria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistindo à peça, no teatro Carlos Gomes, comecei a pensar no porque de um monge italiano do século 16 - o caríssimo filósofo e matemático Giordano Bruno - escrever sua única peça com tantos palavrões. "O Castiçal" só perde para filme nacional. Visualize: no intervalo, os atores todos cantavam, em uníssono esta canção: "Bunda, bundão, caralhinho, caralhão"... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma peça dessas pode ser levada a sério? Ah! Sim, claro, é uma comédia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que senti também um certo asco em sua parte cômica. Ver um bando de larápios dando golpe em cima de golpe em cidadãos tolos e desprotegidos não é exatamente algo agradável. No início eu me senti ultrajado. A peça abre com os espertalhões se vangloriando dos golpes já dados. Nossa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estória gira justamente em torno de Bonifácio, um velho rico que se apaixona por uma cortesã e, por conta disso, recebe golpes de todos os personagens da peça exceto uns outros 4 ou 5, que são alvos de outros golpes. E olha que a peça deve ter uns 30 atores, hein!... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome da peça vem de uma alusão à sexualidade de Bonifácio, que jura que é espada mas que tem um passado -  hmmmm... como dizer? -  "diferente". Apesar do amor pela cortesã e dos protestos de Bonifácio, as outras personagens são unânimes em afirmar que ele curte mesmo é colocar uma vela acesa em seu castiçal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A homossexualidade na peça me indignou, na forma das duas bichinhas que trabalham na taberna, mas Bonifácio conquistou minha simpatia, até porque, no início eu apostava que ele fosse um hétero injustiçado, somente. Adorei o ator que o interpreta; mesmo caracterizado à la Seu Peru na primeira cena, com uma tira de pano pendendo da cabeça perto da orelha, Bonifácio não fica sendo uma bicha tão escrachada, apesar da voz não tão masculina. Fica uma coisa um pouco ambígua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, os atores tocam e a música é boa, os atores cantam, a iluminação é boa, a cenografia e as roupas são legais e é só uma pena que a peça dure 3 horas, pois, apesar de interessante, acaba cansando. E se choveram porcarias de piadas escatológicas a base de palavrões, a peça nem me fez rolar de rir. No máximo, achei algumas tiradas engraçadinhas, entendi as críticas do Giordano aos hábitos de intelectuais e religiosos italianos e me amarrei na atuação de um dos líderes dos espertalhões, um ator negro que finge ser o capitão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O Murilo Benício está na peça... quase não o reconheci. Mas e daí?&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91262146?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91262146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91262146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91262146' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91262172</id><published>2003-03-24T03:23:00.000-02:00</published><updated>2003-03-24T03:23:54.873-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;O teatro está cada vez mais estranho&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Alguém já teve &lt;a href="http://alexandresoaressilva.blogspot.com/2003_03_01_alexandresoaressilva_archive.html#91208489" target="_blank" title="Post do blog Alexandre Soares Silva: VÁ VOCÊ AO TEATRO"&gt;essa&lt;/a&gt; sensação antes?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91262172?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91262172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91262172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91262172' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91229463</id><published>2003-03-23T15:07:00.000-02:00</published><updated>2003-03-23T15:07:03.590-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Sexo X Amor&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é necessária à outra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pode se furtar à outra?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91229463?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91229463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91229463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91229463' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91226193</id><published>2003-03-23T13:36:00.000-02:00</published><updated>2003-03-25T01:32:25.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Chicago X Moulin Rouge&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Roteiro&lt;/b&gt;: o de Chigago é foda e o de MR - vamos combinar - é fraaaaaaaco. A agilidade com a qual os fatos se desenrolavam e as reviravoltas mais para o final me empolgaram, claro. Sem contar que ele explora com absoluta maestria a forma como a fama ia e vinha em Chicago...&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Figurino&lt;/b&gt;: O dos dois filmes são ótimos... Cada um mais que faz seu papel dentro do que cada filme propõe. E se Moulin Rouge vai mais pela linha kitsch-psicodélica, que eu adorei, Chicago funciona muito bem reconstituindo os cabarés dos anos 30. Em verdade, visualmente, o filme é um grande cabaré com uma estética, às vezes, de musicais antigos. O número no qual as presas contam suas histórias chegou a me lembrar até do Dumbo da Disney, com a visão daquelas presas no fundo vermelho dançando...&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Direção&lt;/b&gt;: Não que a de Chicago não seja boa, mas foram foooooda os primeiros 20 minutos de Moulin Rouge, com aquelas tomadas de câmera loucas e montagens rapidíssimas... O bom de Chicago é o que estava no roteiro, o uso constante de metáforas, como quando o Richard Gere faz um musical onde ele é o titureiro e a sua cliente e os repórteres de Chicago são fantoches...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se eu fui assistir Chicago com expectativas altas demais. Afinal, fora as pessoas que não gostam mesmo de musical, a opinião era a de que Chicago era o máximo. Mil vezes melhor que Moulin Rouge. Era "O" musical para trazer os musicais hollywoodianos de volta à tela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Putz... A estória é legal, mas para mim faltou uma coisa. Faltou um pouco de "mojo" na essência do musical, que são as músicas. Embora eu as ache legais e com coreografias bem interessantezinhas - como dizer? - elas não me atingiram. Quero dizer, a música não tocou fundo na minha alma. E olha que eu me considero alguém que goste de musicais... até dos mais ruinzinhos - o que, pelo amor de Deus, não é o caso de Chicago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Moulin Rouge falta densidade de conteúdo - talvez falte conteúdo mesmo - mas pelo menos ele faz barulho. Chicago por outro lado é muito bem-feito, mas também é muito sóbrio. Sóbrio demais para meu conceito de qualquer coisa que se relacione a música. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Música&lt;/b&gt;: As de Chicago e as coreografias filmadas não têm metade da exuberância das de Moulin Rouge. É como se Chicago fosse mais a razão e MR, sensação. E para mim, apesar de ele ser um bom filme, com MA - RA - VI - LHO - SAS atuações - &lt;font color=red&gt;Viva Zeta-Jones!&lt;/font&gt; - Chicago pecou por não ter arrastado a mim para dentro do turbilhão da cidade grande e para a loucura de seus cabarés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Vamos combinar que "You be good to Mamma and I'll be good to you" não é um dos momentos mais musicalmente interessantes já vistos...&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91226193?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91226193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91226193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91226193' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91178508</id><published>2003-03-22T11:59:00.000-02:00</published><updated>2003-03-22T11:59:29.873-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;h3&gt;Slogan do ano&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;img border=0 src="http://www.igspot.ig.com.br/adrian1980/slogandoano.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91178508?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91178508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91178508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#91178508' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91178464</id><published>2003-03-22T11:58:00.000-02:00</published><updated>2003-03-22T11:58:05.780-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;CENTER&gt;&lt;H3&gt;&lt;font color="#800040"&gt;O essencial do sexo&lt;/font&gt;&lt;/H3&gt;&lt;/CENTER&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size = 1 color="#800040" face="Arial,Helvetica,sans-serif"&gt;&lt;br /&gt;-&lt;font color="#FF06FF" size="4"&gt;Serviço completo&lt;/font&gt;. Quanto vai ser?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele avaliou o cliente por cinco minutos antes de responder:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Caro. Muito caro. Mais do que você pode pagar esse mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você não sabe o quanto eu posso pagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tom de voz do cliente não &lt;font color="#FF06FF" size="4"&gt;admitia dúvidas&lt;/font&gt;. Ele não ousou desafiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu faço tudo que você quiser, mas tem que ser do meu jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Com intimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que conversa é essa, cara? Eu pago e você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu sou o profissional. Tenho experiência o suficiente para achar que isso que você quer não vai dar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu não estou procurando nenhum &lt;font color="#FF06FF" size="4"&gt;namorado&lt;/font&gt; ou coisa parecida. Deixa de marra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ou isso ou nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia o que discutir. O cliente cedeu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jantaram juntos no primeiro dia. O cliente falou de sua vida como juiz; ele falou de sua infância e de como se tornou michê. Não foram para a cama naquela noite. Quando o cliente exigiu honestidade, apenas escutou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-As pessoas confundiram tanto tempo sexo com amor que hoje tentam sofregamente fazer sexo somente. Às vezes é ótimo. Geralmente, só se for com alguém com quem você tenha experimentado uma intimidade. Não adianta estudar o Kama Sutra se você perder &lt;font color="#FF06FF" size="4"&gt;o essencial do sexo&lt;/font&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso é somente outra forma de exigir amor no sexo. Que diabos de michê é você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os encontros continuaram até a impaciência do cliente ser vencida. O cliente reclamava e ele somente apontava o que pensavam ser as incoerências do cliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tanto falou sobre intimidade que atingiu-a. Quando trocou um segredo, sentiu que era hora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;font color="#FF06FF" size="4"&gt;Foi muito bom&lt;/font&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Foi a melhor de minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu imaginava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Aqui está seu dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pegou o dinheiro que o cliente lhe estendia, tomaram café juntos e foi embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não acreditava no amor. Acreditar no amor seria enlouquecer, pois somente loucos dão status de realidade a um jogo. E aquela era um jogo que cada vez menos pessoas sabia jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color="#FF06FF" size="4"&gt;Sexo puro&lt;/font&gt;, que ilusão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as pessoas do próximo milênio vão transar sem o essencial do sexo?&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91178464?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91178464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91178464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#91178464' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91178449</id><published>2003-03-22T11:57:00.000-02:00</published><updated>2003-03-22T11:57:25.903-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;font color=gray&gt;Corra, coelho, corra, coelho, corra!&lt;br /&gt;Corra antes que morra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é curta demais para parar.&lt;br /&gt;E parar é cinza demais para sonhar&lt;br /&gt;E se não sonhares...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corra, coelho, corra, coelho, corra!&lt;br /&gt;Já é cinza lá fora.&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;E aqui dentro também...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91178449?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91178449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91178449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#91178449' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91108777</id><published>2003-03-21T04:20:00.000-02:00</published><updated>2003-03-21T04:20:33.043-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Encontro com meu anti-eu&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de ônibus até a minha residência há um caminho que percorro a pé e que fica deserto depois de uma certa hora. Eu, pois, vindo para casa hoje, vi muitos metros a minha frente um cara moreno andando. Como andava mais lentamente que eu, tive eu de ultrapassá-lo. Só nos dois na rua. E o medo de um súbito assalto? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava atrás dele (tirando ouro do nariz!) quando ele virou o rosto e me fitou pela primeira vez. Normal, certo? Ele olhou uma segunda vez. Aí eu já temi um assalto com mais força, mas eu estava praticamente do lado dele. Se ficasse, o bicho comia e se corresse... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele olhou por uma terceira vez, eu cogitei a hipótese de um interesse sexual inesperadíssimo. Contudo, ele logo abriu a boca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Lembra de mim não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A gente estudou junto no C.A. e na primeira série!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia do assalto voltou com toda a força, mas logo ele deu o nome da escola em que eu estudei, o nome da professora e outros detalhes absurdos que só gente louca como ele pode pensar em compartilhar com quase totais estranhos. Afinal, eu não me lembrei dele. Não me recordo dos meus amiguinhos da primeira série com pequenas exceções. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me contou que não estuda - não tem paciência! - e não trabalha. A única coisa que faz na vida é jiu-jitsar. Estava vindo de um treinamento e espera estar entrando em campeonatos logo logo. Tem uma namorada e está atualmente com dois treinadores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não estuda, não trabalha e tem uma namorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o meu anti-eu!!!!!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da história: não tire o ouro do nariz no meio da rua que seu anti-eu pode aparecer...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91108777?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91108777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91108777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#91108777' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91037673</id><published>2003-03-20T02:32:00.000-02:00</published><updated>2003-03-20T02:32:06.780-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Para quebrar o gelo&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://paginadorafinha.kit.net/animations/pamonha1.htm#" target="_blank"&gt;Pamonha fresquinha!&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91037673?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91037673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91037673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#91037673' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91037399</id><published>2003-03-20T02:27:00.000-02:00</published><updated>2003-03-20T02:27:36.576-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Retomando a idéia do post anterior, o que torna a guerra mais banal é a forma como ela é espetacularizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja por isso que ler blogs de iraquianos me provoquem uma impressão e tanto. Ao invés de fotos de pessoas feridas, temos fotos de pessoas em seu cotidiano, vendo TV, pegando ônibus. Só que no Iraque. Ver isso me assusta profundamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi isso nos blogs que o &lt;a href="http://nominimo.ibest.com.br/servlets/newstorm.notitia.apresentacao.ServletDeSecao?codigoDaSecao=33&amp;dataDoJornal=atual" target="_blank"&gt;Pedro Doria&lt;/a&gt; indicou. Achei engraçado pensar que existem gays no Iraque - não sei porque, mas nunca havia pensado nisso - lendo o &lt;a href="http://dear_raed.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Where's Raed&lt;/a&gt;. E gostei das fotos do jornalista &lt;a href="http://www.kevinsites.net/" target="_blank"&gt;Kevin Sites&lt;/a&gt;, que está numa  cidade no norte do Iraque, próxima à fronteira. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91037399?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91037399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91037399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#91037399' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-91035116</id><published>2003-03-20T01:51:00.000-02:00</published><updated>2003-03-20T02:36:10.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Compre já a sua camiseta da Guerra do Iraque©!&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;E já começou.&lt;br /&gt;Bombardeio.&lt;br /&gt;Transmissão ao vivo. &lt;br /&gt;Um monte de nomenclaturas de guerra que vão fazer a festa nos jornais e revistas. &lt;i&gt;(Já vejo um infográfico na SuperInteressante e na Folha explicando a diferença entre o bombardeio B1 e B2.489)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus pais assistem na sala a transmissão da guerra como meu irmão assiste ao Big Brother: com sofreguidão. Todos no suspense. E no domingo, &lt;a href="http://www.primeiraleitura.com.br/auto/integra.php?id=324&amp;ed-data=791,20030319" target="_blank"&gt;quem vai ganhar a guerra da audiência?&lt;/a&gt; A Globo, com o Iraque, ou o SBT, com o Oscar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;McLuhan estava certo em parte. Vivemos numa aldeia global que agora se chama Bagdá. As webcams invadiram a TV. É o Big Brother de uma cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto que pouco a pouco Bush deixa de ser chamado de idiota. Quando se está a um passo de se obter poder, as pessoas te olham com admiração ou inveja. Fica mais difícil chamar de idiota aquele que pode mudar milhões de vidas com um "sim" ou um "não" pronunciado pelos lábios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornalistas deviam estar desejando a guerra há meses. Ser correspondente de guerra pode ser um trampolim e tanto numa carreira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sei que a transmissão digital das imagens é uma merda. Mesmo na Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Iraque não tem chances. A não ser que ocorra uma reviravolta muito grande, como a da segunda guerra, através da qual todo o jogo de poder mundial é redefinido de forma brusca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-91035116?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91035116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/91035116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#91035116' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90974102</id><published>2003-03-19T03:48:00.000-02:00</published><updated>2003-03-19T04:05:55.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Manifesto Blogueiro: Cyborg Já!&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Por muito tempo eu tive a impressão de que a internet era a terra da liberdade de expressão sem limites que possibilitaria revoluções sem fim no mundo. Afinal, se todos os judeus do mundo podem se agrupar na internet, então eles poderiam desenvolvem um senso de comunidade mais sólido do que em qualquer outra possibilidade offline. E esse é somente um exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala-se de tudo na internet, não? Terrorismo, como criar bombas caseiras, duendes, Eminem, Xuxa, Islã, Picasso. Onde estão as modificações de tamanha proliferação de discursos? Se na net os gays podem surgir mais, onde estão eles no mundo? Se a internet permite a proliferação de todo o tipo de discurso e suas combinações, onde estão as mudanças políticas que os visionários das antigas diziam que ocorreriam mundo afora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a fragmentação. Tudo culpa da fragmentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tudo conseqüência desse lance de anonimato, de adoção de nicks, de caras, de atos, de personagens sem uma correspondência com o mundo real. Numa sala de bate-papo, por exemplo, uma pessoa pode não ser reconhecida pela forma como pensa, já que, a cada nova experiência na rede, ela pode efetivamente responder de uma forma diferente, assumindo um discurso diferente, pois que não há um poder exterior que a reconheça e iniba essa transformação. Da mesma forma, o corpo virtual que representa uma pessoa - o apelido, o avatar gráfico, o email ou o número de ICQ - não necessariamente identifica quem representa, pois ele pode ser mudado de forma facílima na maioria das vezes.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As salas de bate-papos da rede, sites de anúncios pessoais, listas de emails e MUDs parecem menos repletos de pessoas e mais cheios de discursos. A entrada de um corpo num espaço virtual não é garantia de que ele permaneça lá ou de que ele posteriormente retorne com a preocupação de construir uma história, ligando sua visita seguinte à anterior e construindo uma memória, uma identidade e um conjunto de discursos tornados complexos através de interconexões e hyperlinks. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, neguinho entra hoje num chat como &lt;b&gt;Amo Jacques Derrida&lt;/b&gt; e amanhã pode entrar como &lt;b&gt;Amo Harmonia do Samba&lt;/b&gt;. Para quem olha de fora, são dois nicks diferentes - dois SERES virtuais diferentes. Para quem está de fora, na maioria das vezes, não há como se fazer uma linha que una na internet o amor por Derrida ao amor pela Harmonia do Samba, mesmo que, na realidade, isso seja plenamente possível e, talvez, cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa medida, a internet tem, portanto um caráter anti-cyborg, pois, justamente quando ela agrega as pessoas em comunidades identificadas por um discurso, ela cria uma concentração em torno do igual, sem buscar o diferente e sem se preocupar com a mistura. E com os corpos sendo múltiplos e com as pessoas reduzindo seu campo de ação a um discurso por espaço virtual, há o perigo de que parte da internet se transforme numa musealização dos discursos, numa serialização de guetos, numa infinidade de salas destinadas a um tópico único, por onde todos transitam sem se misturar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O posicionamento em torno de um discurso na maioria dos espaços virtuais garante a imortalidade deste, sempre repetido por corpos virtuais desprovidos de identidade. Basta entrar numa sala gay para encontrar o sr. "Quero sexo já" e o sr. "Não quero sexo; quero relacionamento sério". Eu entro em qualquer fórum de política e vejo somente discursos. Temos o petista, o pemedebista, o pefelista. É raro descobrir nas pessoas, através da internet, ambigüidades e contradições com a mesma facilidade que se pode fazê-lo no mundo real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto maior a possibilidade de contato com desconhecidos, maior é a chance de os corpos virtuais reduzirem-se a discursos, caracterizando a si mesmos social ou ideologicamente pela simpatia ou antipatia por algum objeto. Maior, portanto, torna-se a superficialidade do diálogo e das trocas realizadas no processo comunicacional. Engraçado, não? Quanto maior a amplitude, menor a profundidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é aqui que o título do meu post faz sentido, pois os blogs de caráter pessoal remam contra essa correnteza e, ao invés de virtualizar reduzindo as pessoas a discursos, tentam levar para a internet todas as relações entre discursos e características pessoais que marcam a pessoa fora da rede, o que inclui, muitas vezes fotos, vídeos ou mesmo gravações da voz do dono do blog. (Porra, o nome do meu blog é Adriano Reconstruído e estou sempre falando das coisas mais desconexas possíveis, de chupões a filmes que assisti, do meu cotidiano real a contos de ficção, de opiniões políticas a crítica de livros...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho essa ligeira impressão: as pessoas são mais narcisistas em blogs e isso possibilita coisas maravilhosas. Se na sala de bate-papo, neguinho fica fazendo marketing pessoal e falando &lt;b&gt;o que o outro quer ouvir&lt;/b&gt;, em blogs a comunicação torna-se muito mais egocêntrica. Falar de si é interessante e ponto. Falar de si do jeito que lhe der na telha é o que se faz num blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que isso permite grandes porcarias. Contudo, é dos blogs que tenho esperança de ver surgirem discursos &lt;b&gt;articulados&lt;/b&gt;. Ou mesmo &lt;b&gt;engajados&lt;/b&gt;. O que é o &lt;a href="http://www.wumanity.com/" target="_blank"&gt;Wumanity&lt;/a&gt;? O que pretendem ser uma dezena de blogs com opiniões polêmicas ou bem-escritas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blog é a TV de si mesmo que não precisa devassar sua privacidade além do que você quiser. É uma imperdível possibilidade de convergência de discursos. É um espaço em torno do qual podem surgir comunidades mais sólidas que as baseadas em listas de email. Além disso, o blog faz uma coisa espantosa: faz com que não somente o blogueiro se posicione como alguém no virtual com uma história, identidade e corpo coerentes e estáveis, mas faz com que os visitantes também se estabilizem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que poder, que possibilidades políticas, que desdobramentos mais podem ser vistos por trás dessa coisa tão tomada por banal que é o blog?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90974102?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90974102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90974102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90974102' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90922912</id><published>2003-03-18T12:16:00.000-02:00</published><updated>2003-03-18T12:16:06.110-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;O Teatro, o mundo, o livro e eu&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Num livro só vêm duas obras do italiano Luigi Pirandello, o romance "O Falecido Mattia Pascal" e a peça de teatro "6 Personagens em Busca de um Autor". O romance é legalzinho, mas não passa disso. Conta a história de um cara que tem a vida arrasada passa por duas mortes e busca a felicidade de formas que não dão muito certo. Tem uma moral no final. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peça, por outro lado, é muito mais legal. Acho que embarcando na onda do teatro do absurdo ou de alguma coisa assim, mostra a estória de atores e um diretor que tentam ensaiar uma peça no palco quando são interrompidos por 6 seres que dizem ser personagens em busca de alguém que imortalize seu drama e os representem num palco. A coisa toda é muito louca, muito meta-lingüística e brinca a todo momento com ficção e realidade. O personagem que faz o papel de diretor, antes da chegada das 6 personagens, ao tentar ensaiar a peça com os personagens que são atores diz que ela é confusa, pois é uma obra de Pirandello.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final me foi estranho e confuso. Não entendi. E a parte no primeiro ato em que as 6 personagens falam de si fica um bocado chatinha. Contudo, é muito viajante imaginar a seguinte cena:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=green&gt;PAI &lt;font color=gray&gt;(Um dos 6 personagens)&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;(...)Eu o convido a sair deste jogo de arte, que o senhor costuma fazer aqui com os seus atores, e lhe pergunto de novo, seriamente: quem é o senhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIRETOR&lt;br /&gt;Oh! Mas olhem que é preciso ser muito cara-de-pau! Inculca-se como personagem e vem me perguntar quem sou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAI (&lt;i&gt;com altivez&lt;/i&gt;)&lt;br /&gt;Um personagem, senhor, pode sempre perguntar a um homem quem ele é. Porque um personagem tem, verdadeiramente, uma vida sua, assainalada por caracteres próprios, em virtude dos quais é sempre "alguém". Enquanto um homem, não me refiro ao senhor agora, um homem, assim, em geral, pode não ser ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIRETOR (&lt;i&gt;resolvendo levar na brincadeira&lt;/i&gt;)&lt;br /&gt;Muito bem! E diga, ainda mais que, com esta peça que vem representar aqui, diante de mim, o senhor é mais real e verdadeiro do que eu!&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, se eu visse a peça, talvez a achasse péssima. Em geral, peças que mexem com o absurdo são assim. Lendo, no entanto, foi uma graça, talvez pelo fato de que ler seja tão drasticamente diferente de assistir a algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando lemos, somos tomados pelo drama do que está escrito. Quando vamos ao teatro ou ao cinema, somos tomados pelo drama também, mas antes pelo impacto. (Quantos filmes de ação fariam sucesso se transpostos para livros na forma de romance?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: esse livro do Pirandello faz parte da coleção lançada pela Nova Cultural e está nas bancas por R$11,90. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90922912?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90922912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90922912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90922912' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90842405</id><published>2003-03-17T05:04:00.000-02:00</published><updated>2003-03-17T05:04:17.576-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Só para lembra o quanto eu acho que Kertesz fez algumas fotos muito legais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://www.peterfetterman.com/show1/pic02.html" title="En Casa de Mondriand, foto tirada por Kertesz em sua juventude, na paris de 1926"&gt;&lt;img src="http://www.peterfetterman.com/images/artists/kert/kert_pic02.jpg" border=0&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90842405?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90842405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90842405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90842405' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90832684</id><published>2003-03-17T01:13:00.000-02:00</published><updated>2003-03-17T01:13:37.030-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;font color=brown&gt;"Oh, o senhor sabe muito bem que a vida é cheia de absurdos, os quais, descaradamente, nem sequer precisam parecer verossímeis. E sabe por quê? Porque esses absurdos são reais."&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;- do personagem Pai, em "6 personagens à Procura de um autor", de Luigi Pirandello&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90832684?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90832684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90832684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90832684' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90832507</id><published>2003-03-17T01:09:00.000-02:00</published><updated>2003-03-17T01:09:12.653-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;A Incerteza da Certeza&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Estou desistindo de crer em quase tudo.&lt;br /&gt;As ciências, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode haver algo mais neurótico do que lutar por uma teoria da super-unificação enquanto alunos e cientistas se digladiam entre as físicas quântica, relativística e clássica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta ver onde a física colabora nas demais ciências e podemos logo ter váris esquizofrenias múltiplas na química, na biofísica e por aí afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que dizer da teoria do caos? Pode-se ter sistemas com equações que os descrevam, mas que impossibilitem uma previsão confiável a partir dos dados iniciais. Vide a meteorologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para melhorar, o matemático austríaco Kurt Gödel começou a falar de matemática incompleta e de como um sistema matemático consistente que contivesse aritmética e seux axiomas listados (ou listáveis) conteria obrigatoriamente uma porção de sentenças que não poderiam ser provadas nem negadas nesse sistema. Ou seja, não importando para onde se corra, a matemática torna-se incompleta e muitas vezes até ineficaz na tarefa de decidir o que é coerente e certo e verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thomas Khun escreveu uns vários livrinhos massacrando a objetividade mascarada dos cientistas, falando do lado místico de Newton e do quanto revoluções científicas tem mais a ver com um certo modismo, com a aceitação da comunidade científica e repetição de conceitos valorizados do que com uma simples e honesta busca da verdade. Carl Sagan cansou de repetir. O cientista que quer cair no ostracismo é justamente aquele que destrói teorias magníficas fazendo "ilustres cientistas" encararem de frente certos pequenos fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa razão também, me parece estranho que o Espiritismo continue a perseguir um ideal de ciência. Isso fazia sentido num tempo em que a Ciência era a expressão da Verdade, mas faz atualmente cada vez menos sentido quando todas as ciências se tornam pseudo-científicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, não me peçam contribuições do Espiritismo às outras ciências, porque eu ainda não as conheço, mas estou certo de que existem (na opinião dos espíritas). Certamente devem existir estudos psicografados de Newton ou Einstein muito bem-intencionados e destinados a mostrar o quanto a mecânica quântica influencia a visão que se tinha antes do hectoplasma ou demonstrando que o Princípio de Incerteza é uma conseqüência da interação entre matéria e per-espírito &lt;font size=-2 color=gray&gt;(É assim que se escreve?&lt;/font&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso é que &lt;b&gt;a Ciência&lt;/b&gt; não aceita contribuições de qualquer meio que ela não considere cientificamente legítimo. E assim prossegue no seu círculo vicioso, que não se sabe o quão longe irá. &lt;font color=gray&gt;(Há quanto tempo a medicina ocidental começou a estudar como a medicina oriental em tantos casos funciona? Aliás, há estudos científicos sobre como a fé pode curar ou ignorar doenças que pretendam-se objetivos e comprovem a causa ou processo envolvido na questão?)&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta ver as ciências humanas. Neurologia é uma ciência exata e psicologia é uma ciência humana? Hmmm... Essa distinção só demonstra o quanto uma galera do século XIX já não se encantava tanto com a objetividade e matematização de Newton e Galilei. Muita gente argumenta que as ciências humanas adotaram métodos diferentes por tratarem de realidades diferentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é verdade. Contudo, insisto: estudiosos de qualquer área podem ser cabeçudos. Modelos matemáticos formais não faltam para trabalhar sociedades, comportamentos e linguagem. Se quisessem, matematizavam, por mais absurdo que fosse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pô, vamos querer encontrar sensatez em quem? Não passamos mais de mil anos com a filosofia científica de Aristóteles?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90832507?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90832507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90832507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90832507' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90829233</id><published>2003-03-17T00:00:00.000-02:00</published><updated>2003-03-17T00:00:46.200-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Americanos apelam para religião tanto quanto Árabes&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Acabou de passar no Fantástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então Bush diz-se uma pessoa altamente religiosa e lê toda a manhã textos bíblicos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hmmm... Isso explica &lt;b&gt;&lt;i&gt;muita&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; coisa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90829233?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90829233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90829233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90829233' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90805640</id><published>2003-03-16T13:31:00.000-02:00</published><updated>2003-03-16T13:31:27.996-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Um beijo de mulher&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu ontem, depois que eu saí do trabalho. Estava com uma amiga. Na hora da despedida, três beijinhos, coisa à francesa - coisa de mulher! Sempre que rolam três beijinhos eu aproveito e faço uma brincadeira que tem por intenção deixar a moça da vez sem graça ou rindo; eu páro meu rosto em frente ao dela e levanto a sobrancelhas. É algo bem trash insinuando a possibilidade de um beijo na boca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem eu fiz isso com a amiga de quem me despedia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que, ao invés de rir e ficar envergonhada, ela me deu realmente um estalinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caraca, foi ótimo. E embora ainda pareça-me pouco provável que role tão cedo comigo algum &lt;i&gt;affair&lt;/i&gt;, alguma vontade por algo mais sexual com uma mulher, eu gostei do beijo e beijaria de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta o encontro suave dos lábios para que uma certa onda de frescor invada-me o corpo, como se o toque fosse entrega e como se compartilhar fosse possuir e ser possuído. Alguns falam em possessão divina. Eu experimentei algo muito mais prosaico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que um beijo deixa o sexo e/ou o amor implícitos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse beijo revelou-me dela mais beleza do que eu pensava haver. Foi uma boa experiência... :-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=gray size=-2&gt; Acho que estou a tempo demais sem namorar... Beijo sem sexo... Amor sem sexo... Sexo sem amor... Daqui a pouco vou começar a pensar em ter um relacionamento com um livro.&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90805640?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90805640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90805640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90805640' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90789067</id><published>2003-03-16T02:03:00.000-02:00</published><updated>2003-03-16T02:03:28.763-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;A href="http://glsplanet.terra.com.br/cgi-bin/viewnews.cgi?category=1&amp;id=1047577202" target="_blank" title="Assédio de gays compromete serviço policial na Tailândia"&gt;Poderia ser cômico&lt;/a&gt; &lt;a href="http://glsplanet.terra.com.br/cgi-bin/viewnews.cgi?category=1&amp;id=1047583377" target="_blank" title="Na Rússia, a homossexualidade tornou-se motivo para expulsão do exército."&gt;se não fosse trágico&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90789067?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90789067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90789067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90789067' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90788381</id><published>2003-03-16T01:46:00.000-02:00</published><updated>2003-03-16T01:46:19.670-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;font color=red&gt;&lt;h3&gt;Tua consciência te basta?&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;"A consciência, como guia, não pode bastar. Bastaria talvez, mas só se fosse um castelo e não uma praça pública, por assim dizer; isto é, se conseguíssemos conceber-nos isoladamente e ela não estivesse, por sua natureza, aberta aos demais. (...) &lt;br /&gt;Quando os sentimentos, as inclinações, os gostos desses outros, que são objetos do meu pensamento ou do seu, não se refletem em mim ou no senhor, nós não podemos sentir-nos satisfeitos nem tranqüilos nem alegres; tanto é verdade, que lutamos para que nossos sentimentos, nossos pensamentos, nossas inclinações, nossos gostos se reflitam na consciência dos outros. &lt;br /&gt;E se tal não acontece, porque... digamos assim, o ar, no momento, não é apropriado para transportar e fazer florir os germes, meu caro senhor... os germes da sua idéia na mente dos outros, o senhor não pode dizer que a consciência lhe basta. Basta para quê? Para viver sozinho? Para estiolar-se na sombra? Ora, ora!"&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;- discurso interessante de &lt;i&gt;cav&lt;/i&gt; Tito Lenzi, personagem de "O Falecido Mattia Pascal", romance de Luigi Pirandello&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90788381?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90788381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90788381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#90788381' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90748487</id><published>2003-03-15T02:55:00.000-02:00</published><updated>2003-03-15T14:06:14.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;font color=green&gt;&lt;h3&gt;Divagações de um solteiro envolvido em flertes&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última vez em que apresentei um namorado a amigos meus foi uma experiência estranha. Eu apresentava e ouvia algo como: "Ah, que bonitinho!" ou algo como: "Que bom que eu enfim conheço o namorado do Adriano..." ou ainda: "Vocês dois são tão parecidos!"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que terminei com ele as frases que eu ouvia dos meus amigos eram coisas mais como: "Ainda bem que vocês terminaram!" ou "Caraca, nada a ver vocês dois..." ou, a pior de todas: "Nossa, mas você que gosto você tem, hein!..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De início eu pensei que isso era por causa do jeito dele. Mas reparei que não era a primeira vez que acontecia. E quando investigava o motivo de as pessoas não dizerem o que pensavam verdadeiramente DURANTE o meu namoro (ou para serem possuídas por um desprezo súbito DEPOIS do fim dele), só escutava coisas relacionadas a termos uma atitude convencional e educada para com nosso semelhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, falar o que o outro quer ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo então a pensar no pior: &lt;b&gt;e da próxima vez em que tiver de apresentar alguém aos meus amigos&lt;/b&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá para dizer que a relação com os amigos e com o namorado sejam influenciadas uma diretamente pela outra, mas... putz, rola uma influência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você apresenta o namorado para os amigos e eles se adoram, o que fazer? Tem as vantagens de que todos poderão alegremente sair juntos e a desvantagem de que seu namorado talvez descubra seus micos e podres do passado antes do que você esperava, talvez através de um amigo bebum numa noite num bar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, e quando você e seu namorado tiverem uma briga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;font color=blue&gt;&lt;b&gt;Você&lt;/b&gt;: Eu não acredito que ele fez aquilo! Eu odeio ele! &lt;blink&gt;&lt;font color=gray size=-2&gt;(Língua portuguesa assassinada pela oralidade&lt;/font&gt;&lt;/blink&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Amigo&lt;/b&gt;: Ah, mas ele é tão humano, inteligente, lindo e bom de papo! Não acredito que você está sem esse amigão!...&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você&lt;/b&gt;: Oh, é verdade! Adeus, mundo cruel!!!!!&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não, não... Amigos e namorado não podem se dar TÃO bem logo de cara... Aliás, é até bom que eles não se dêem bem DEMAIS...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;font color=blue&gt;&lt;b&gt;Você&lt;/b&gt;: Onde você estava? Ontem eu te esperei no cinema e você não apareceu!&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Namorado&lt;/b&gt;: Ah, mas eu apareci sim. Pode perguntar à Janine.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você&lt;/b&gt;: Que que tem a Janine?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Namorado&lt;/b&gt;: Ah, ela apareceu lá. Nós vimos o filme juntos.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você&lt;/b&gt;: Você foi no cinema com a minha melhor amiga?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Namorado&lt;/b&gt;: É... E depois acabamos conversando... foi um papo animado... não parávamos mais... Acabamos dando uma esticadinha lá no apartamento dela...&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você&lt;/b&gt;: Aquela piranha!&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que se amigos e namorados se antipatizarem totalmente, vai ser difícil levar a coisa muito adiante. Abrir mão dos amigos? Abrir mão da namorada? Ela vai aceitar que você saia com os seus amigos - em quem ela não confia - sem ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem sal. Eles devem se achar sem sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da próxima vez em que apresentar alguém aos meus amigos, vamos ver se eles me respondem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah, nem fede nem cheira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse sim, será o início de um grande relacionamento! :-D&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90748487?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90748487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90748487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90748487' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90747507</id><published>2003-03-15T02:30:00.000-02:00</published><updated>2003-03-15T02:30:46.606-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Harry Potter e os Negros&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Não acreditei no texto que encontrei linkado no &lt;a href="http://www.hiro.com.br/blog/" target="_blank"&gt;Hiro&lt;/a&gt;. Fala sério que alguém realmente fez &lt;a href="http://www.retrocrush.com/archive2/harryp/index.html"&gt;um trabalho&lt;/a&gt; analisando quantos negros apareciam em cada cena do filme do Harry Potter...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos combinar que ser preconceituoso sucks, mas ser um politicamente correto de tochas na mão sucks tanto quanto...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90747507?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90747507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90747507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90747507' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90747424</id><published>2003-03-15T02:28:00.001-02:00</published><updated>2003-03-15T02:28:36.593-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;font color=blue&gt;&lt;h3&gt;Amadurecendo&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;"No &lt;i&gt;Tratado das Árvores&lt;/i&gt;, de Giovan Vittorio Soderini, lê-se que os frutos amadurecem, 'em parte, pelo calor e, em parte, pelo frio; por isso o calor, como a todos é evidente, consegue a força de cozimento e é a simples causa da maturação.' Ignorava Giovan Vittorio Soderini, portanto, que, além do calor, os vendedores de frutas experimentaram outra 'causa da maturação'. para levar as primícias ao mercado  e vendê-las mais caro, eles colhem as frutas, maçãs, pêssegos e peras, antes que cheguem à condição que as torna sadias e saborosas; e fazem que amadureçam à força de amassadelas, pelas batidas que levam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente assim chegou à maturação a minha alma, ainda verde."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;- do mui bem escrito e divertido "O Falecido Mattia Pascal", de Luigi Pirandello&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90747424?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90747424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90747424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90747424' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90747407</id><published>2003-03-15T02:28:00.000-02:00</published><updated>2003-03-15T02:28:14.746-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Amar&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Hoje acordei com vontade de mentir.&lt;br /&gt;Para que ser eu? Estou cansado de mim mesmo!&lt;br /&gt;Quero ser herói, astronauta, jornalista, internauta! &lt;br /&gt;(...Quero?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficcional, a vida é toda ficcional.&lt;br /&gt;Mas bastar-me-ia uma ficção de verdade&lt;br /&gt;E então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu a uma me dedicasse (de coração!)&lt;br /&gt;Talvez eu descansasse (da solidão)&lt;br /&gt;e desandasse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e fosse sol, estrela, Halley, cometa! &lt;br /&gt;(...Lero!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito real, a ficção é toda muito real.&lt;br /&gt;Para que ser outro? Estou cansado de ser outro!&lt;br /&gt;Hoje eu acordei com vontade de mentir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90747407?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90747407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90747407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90747407' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90647153</id><published>2003-03-13T12:32:00.000-02:00</published><updated>2003-03-13T12:32:15.686-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Daqui a 80 anos&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;-Você já viu esse site que contém um backup dos sites do início da internet? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Já sim. As páginas eram somente bidimensionais e com designs tão bregas!... Ainda bem que são tempos que não voltam mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas a conexão deles era muito lenta. Li nos blogs do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Pô, eu tenho pena deles... Se com nossa conexão a 36.6terabytes/seg as páginas demoram horas pra baixar, imagino no tempo da mamãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Hãããããã... Por falar nisso, você sabia que mamãe tinha um blog?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tinha? Sobre o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Deixa eu te mostrar. É um pouco sobre tudo, sobre filmes, sobre os namorados dela quando jovem, sobre o que ela pensava da vida e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que post de sacanagem é esse? Eu não sabia que dava pra fazer isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-OOOOOOOOOOOOOOOOOHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90647153?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90647153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90647153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90647153' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90647136</id><published>2003-03-13T12:31:00.000-02:00</published><updated>2003-03-13T12:43:26.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Exercícios Penianos&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://www.vargas.com.br/inicial.htm" target="_blank" border=0&gt;&lt;img src="http://www.vargas.com.br/images/mcv0.jpg" border=0&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Essa parece a cara de uma sexóloga? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu diria que ela é aeromoça ou atriz de filmes da Disney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois Marilene Cristina Vargas é mesmo sexóloga. E apareceu ontem no reprisado Jô. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei de boca aberta (no bom sentido!) ouvindo aquela mulher falar de coisas como "malhação peniana" com uma toalha, ponto G do homem e pompoarismo masculino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só eu ou ouvir esse tipo de coisa ainda provoca uma certa sensação?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90647136?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90647136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90647136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90647136' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90647014</id><published>2003-03-13T12:29:00.000-02:00</published><updated>2003-03-13T12:29:28.640-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;font color=blue&gt;&lt;h3&gt;Solidão&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;"A wonderful fact to reflect upon, that every human creature is constituted to be that profound secret and mystery to every other. A solemn consideration, when I enter a great city by night, that every one of those darkly clustered houses encloses its own secret; that every room in every on of them encloses its own secret; that every beating heart in the hundreds of thousands of breasts there is, in some of its imaginings, a secret to the heart nearest it! Something of the awfulness, even of Death itself, is referable to this."&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;- de "A Tale of Two Cities", de Charles Dickens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90647014?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90647014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90647014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90647014' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90563537</id><published>2003-03-12T01:31:00.000-02:00</published><updated>2003-03-12T01:31:00.106-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Blogs, o Jornal de Amanhã?!?&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Não, acho que não.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, terei tempo de repensar essa opinião lendo alguns dos inúmeros artigos listados por &lt;a href="http://www.well.com/user/jd/weblog/roundup.html" target="_blank"&gt;cá&lt;/a&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90563537?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90563537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90563537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90563537' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90563236</id><published>2003-03-12T01:25:00.000-02:00</published><updated>2003-03-12T01:25:59.060-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;CENTER&gt;&lt;H3&gt;&lt;font color=green&gt;A Companhia&lt;/font&gt;&lt;/H3&gt;&lt;/CENTER&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size = 1 color=green face="Arial,Helvetica,sans-serif"&gt;É difícil, muito difícil determinar-lhe o início. O estágio em que está, todos conhecemos, é o da internet, com seus mundos virtuais, seus eus deslavadamente fictícios, seus discursos desconexos de tudo. E quanto a origem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perde-se no tempo. Os que estudam a história da Companhia encontram dificuldades tremendas. Por ter misturado ficção e realidade por muito tempo é difícil enxergar nos registros o que seria falso e o que seria, de fato, História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos que historiam a Companhia concordam que ela nasceu como uma companhia de teatro. Alguns argumentam que teria surgido na Grécia Antiga, ao lado de Eurípedes e Sófocles. Há quem insinue que Aristóteles teria lhes dado apoio em sua desaparecida "Comédia", onde teria escrito que a única forma de escapar a um fim trágico real seria &lt;font color="#00BF00" size="5"&gt;inventar a vida&lt;/font&gt;. A maioria dos estudiosos de Aristóteles discorda disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais seguro afirmar que a Companhia tenha existido durante a Idade Média de forma muito ativa. Não somente teria agido na Itália e entre os árabes - principalmente em Constantinopla - para preservar muitas obras clássicas, como teria incentivado as artes e, principalmente, tentado impor sua filosofia ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua filosofia era terrivelmente simples. Os atores da companhia desejavam acabar com a fronteira entre o &lt;font color="#00BF00" size="5"&gt;palco e o mundo&lt;/font&gt;, entre o público e os atores. Para tanto, muito antes de Augusto Boal ou do Topa-Tudo, a Companhia teria executado em Florença, em setembro de 1384, uma peça nas ruas, em que os atores não demonstravam que estavam atuando e o público não sabia que se tratava de um teatro antes que se terminasse o espetáculo. Tratava-se de uma cena em que dois rapazes brigavam pelo amor de uma moça e durava menos de meia hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras peças executadas de tal forma terminavam com os atores revelando ao público que tal e tal ações não haviam sido verdadeiras, mas frutos de uma ficção. Com o tempo, contudo, tal aviso cessou de ser dado e as peças foram se tornando cada vez mais complexas. Passaram a envolver um número cada vez maior de atores e de cenas, envolvendo um público cada vez mais maior e mais &lt;font color="#00BF00" size="5"&gt;ignorante da farsa&lt;/font&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns registros apontam para a execução de uma peça, em 1415, por ocasião do aniversário do Duque de Milão. A peça revolucionou o teatro dentro da companhia, pois era executada com várias cenas simultâneas, dirigidas a vários públicos diferentes espalhados por toda a cidade. Todas as cenas visavam a um mesmo objetivo, a exaltação do Duque e acabavam se entrelaçando no decorrer de todo um dia, terminando à noite em frente à residência do Duque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1460 a Companhia foi perseguida pela Inquisição por heresia. Aparentemente algumas mulheres acusadas de &lt;font color="#00BF00" size="5"&gt;heresia &lt;/font&gt;em Viena revelaram ser participantes da Companhia. Essa teve, então de se tornar secreta, da forma como o permanece até hoje. (Merece ser citado a teoria de vários historiadores da Companhia de que, em verdade, a perseguição por parte da Inquisição teria mesmo feito parte de uma encenação organizada pela própria Companhia.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez anos depois vieram as primeiras tentativas de fundação de uma cidade própria, com governos, lojas, templos e bibliotecas que se integrassem todos em torno de uma gigantesca peça. O monge italiano Abelardo Meis em 1472 tentou provar, em seu "&lt;i&gt;Orbis et Verita&lt;/i&gt;", que numa vila na Sicília as pessoas e suas ações eram caricaturas de todos os personagens descritos nos contos de Bocaccio em seu Decamerão. Não lhe deram crédito. Assim como também os portugueses não deram crédito ao marceneiro José Amaro Martins, 8 anos depois, quando ele teve de encarar a Inquisição por dizer que seus vizinhos agiam como personagens de um livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que, após o descobrimento do Novo Mundo, os atores e dirigente da Companhia migraram em massa. Há registros que indicam que foi fundada toda uma cidade de atores no Brasil. Eles viviam a vida de personagens escritos, pré-definidos. Quando enjoavam, &lt;font color="#00BF00" size="5"&gt;trocavam de personagens&lt;/font&gt;, de vida, de tudo. Como quem troca de roupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos órgãos oficiais da época, havia um extra e, em verdade, o único que realmente contava: o da direção local da Companhia. Ali decidia-se quais novas tramas se desenrolariam. Passaram a ser descritas em livros, ensaiadas e executadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, houve a dispersão de atores e a chegada de estrangeiros, que forçosamente deviam desconhecer a atuação. As tramas da Companhia tinham de ficar cada vez mais elaboradas, de modo a fazer parecer natural aos olhos dos não-atores que um carpinteiro se tornasse padre no dia seguinte, ou que um mendigo tivesse grandes riquezas no outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo a Companhia se expandiu de forma segura e, conforme crescia, também desaparecia. O segredo que a envolvia era tão forte que os atores perdiam contato entre si. Na maioria das vezes, acabavam decidindo improvisar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Códigos foram inventados para os atores se identificarem: cicatrizes, tatuagens, apertos de mãos. Contudo, a tendência foi a de os próprios atores cada vez mais confundirem outros atores com os que desconheciam a existência da Companhia. Não estranhe se um desconhecido observar com demasiada atenção sua tatuagem ou sua cadeira de rodas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a Companhia é quase &lt;font color="#00BF00" size="5"&gt;indetectável&lt;/font&gt;. Numa conspiração de atores cujo motivo se perdeu torna-se difícil perceber onde estão as pessoas puras, que não foram maculadas pela ficção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa disso há quem pense que, em algum lugar, há um livro - ou talvez uma base de dados na internet - onde está registrada toda a história ficcional humana. Talvez até parte do futuro já esteja escrito. Obviamente nunca pôde-se provar a existência de um tal livro, a despeito das afirmações histéricas do hacker Mattiah Davidson, em 1994.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns teóricos crêem que há uma probabilidade boa de que todos os fatos imersos na cultura esteja engendrados no enredo patrocinado pela Companhia. Mesmo acidentes naturais como a chuva ou terremotos poderiam ser previstos ou até provocados. Deus, a morte e o nascimento seriam meros adeptos domesticados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo a tecnologia serviria a Companhia. Por exemplo, através da realidade virtual, fica cada vez mais difícil imaginar como seria o mundo sem ficção. No mundo de realidades virtuais, podemos ser qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer coisa mesmo. Até nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ramo da Companhia decidiu explorar todas as possibilidades de mundos inteiramente ficcionais até descobrir qual seria &lt;font color="#00BF00" size="5"&gt;o mais real &lt;/font&gt;e o que corresponderia ao nosso mundo caso não existissem nem a Companhia nem a ficção. Não há documentos oficiais que corroborem que esse projeto da Companhia já esteja em andamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há documentos oficiais que provem a existência da Companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ajudar, eu tenho uma peça inacabada de autoria duvidosa - mas certamente de Shakespeare - que prova a existência da Companhia em Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse texto não pretende ser uma fonte oficial a respeito da Companhia. Eu mesmo não posso me declarar responsável pelas informações aqui contidas, visto que sou também um personagem ficcional da Companhia e visto que você é um leitor ficcional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse texto é uma &lt;font color="#00BF00" size="5"&gt;obra de ficção&lt;/font&gt;. Qualquer coincidência com a vida real é mera obra da Companhia.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90563236?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90563236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90563236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90563236' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90500868</id><published>2003-03-11T02:20:00.000-02:00</published><updated>2003-03-11T02:32:33.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Meu pai&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Enrolão como ele só, mas tradicional, exigente. Sempre o via trabalhando. Minhas lembranças de infância invariavelmente tem que passar por aquele momento mágico entre as 7 e as 8 horas, quando ele chegava do trabalho, entrando pela porta da sala e eu saía correndo de onde quer que eu estivesse para abraçá-lo gritando: "Papai!!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No íntimo eu sempre esperava um presente - acho que, quando bem pequeno, ele costumava trazer algo mais frequentemente - mas era raro eu ganhar algo. Mas quando ganhava, que festa! Os presentes favoritos, naturalmente, eram carrinhos de plástico dos mais simples e sonhos recheados de doce de leite comprados na padaria da Sendas. Enormes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando ele me colocava no colo dele, no carro, e dizia que eu dirigia o carro só por apoiar minhas mãozinhas que mal e mal podiam agarrar o volante do velho Caravan? Eu acreditava e aqueles se tornavam meus momentos de glória: eu dirigindo a monstruosidade que era aquele carro, aninhado no colo de meu pai, meu valente pai, meu sonhado e cavaleiro pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai era mecânico e não gostava de arte. Faz piadas até hoje com todas as coisas, brincadeiras com todos, gozava de cada senhora gorda de maiô que aparecia na praia ("E aquela de lá está com quantos meses, filho?"). Apesar de tudo, sabia ser sério, muito sério, mas tanto eu quanto meu irmão sabíamos que ele tinha um coração de manteiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De manteiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje chego em casa, vejo o papagaio pedir colo à minha mãe e quase peço um ao meu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu bom e velho pai...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90500868?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90500868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90500868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90500868' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90499673</id><published>2003-03-11T01:58:00.000-02:00</published><updated>2003-03-11T02:30:09.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Chico&lt;/b&gt;, atenda o telefone! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bah...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size=-2&gt;Preciso pagar minha dívida...&lt;br /&gt;Não quero ter que dar minha alma como garantia...&lt;br /&gt;:-D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=red&gt;&lt;b&gt;Atualizando&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;: TENHO MEDO! Uma resposta apenas 7 minutos após feito o post? Isso é mais que um leitor; é quase um vigia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;/me se sentindo dentro de um big brother internético&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90499673?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90499673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90499673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90499673' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90498596</id><published>2003-03-11T01:39:00.000-02:00</published><updated>2003-03-11T01:39:52.936-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Sítio Arqueológico&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Como seria navegar na internet anterior ao Internet Explorer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site - ou sítio, como preferirem - &lt;a href="http://www.dejavu.org/" target="_blank"&gt;Deja Vu&lt;/a&gt; destina-se exatamente a fornecer emuladores de programas navegadores, desde os browsers em linha de comando até o IE, passando pelo Mosaic e Lynx...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90498596?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90498596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90498596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90498596' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90498525</id><published>2003-03-11T01:38:00.000-02:00</published><updated>2003-03-11T01:38:40.873-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Sobre "Pegue-me se for capaz"&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;OK, Spielberg está legal. Até gostei da trilha que o John Williams fez depois de enfraquecer no quesito criatividade em trilhas de A Ameaça Fantasma e Harry Potter (1 e 2)... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Leo Di Caprio está redimido. Ele sabe atuar. Ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, Tom Hanks eu vou deixar pra lá... Não que ele atue mal, mas também, dizer que ele é uma maravilha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Meu momento piscou-dançou:&lt;/b&gt; (só para quem viu o filme)&lt;br /&gt;Na cena em que Frank Abagnale Jr. sai com Hanratty de dentro da gráfica em MontRichard e entra no carro de polícia... Quando o Frank olha para o coral que há atrás dele, ele não olha diretamente para um velhinho ao fundo antes do Tom Hanks surgir no vidro, tapando o velhinho? Esse velhinho não é o próprio Spielberg????&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90498525?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90498525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90498525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90498525' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90438622</id><published>2003-03-10T03:10:00.001-02:00</published><updated>2003-03-10T03:10:45.530-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;O Futuro na Merda&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Nos dias de hoje pós-apagão, em meio a preocupações com crises de energia no mundo, é chocante e absurdamente interessante ler algo como &lt;a href="http://abcnews.go.com/sections/us/SciTech/cow_power030308.html" target="_blank" title="Notícia em inglês pela ABCNews: Farmer Powers Area With Cow Manure"&gt;isso&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ah, se cada merda feita, escrita ou dita no mundo pudesse se transformar em energia!.........&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=gray&gt;Essa eu achei no &lt;a href="http://www.slashdot.com" title="Slashdot - News for geeks. Stuff that matters." target="_blank"&gt;Slashdot&lt;/a&gt;.&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90438622?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90438622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90438622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90438622' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90438606</id><published>2003-03-10T03:10:00.000-02:00</published><updated>2003-03-10T03:10:23.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Open Source, o milagre do mundo tech&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Começou timidamente e sem que ninguém percebesse com os grupos de discussão da Usenet. Para quem nunca acessou um grupo de discussões - isso pode ser feito via Outlook ou no &lt;a href="http://groups.google.com/" target="_blank"&gt;Google&lt;/a&gt;.  No Brasil, temos como descendentes da Usenet &lt;a href="http://www.uol.com.br/forum/" target="_blank"&gt;os fóruns de discussão do UOL&lt;/a&gt;, com relativo sucesso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "sistema" só percebeu o perigo quando já era tarde. Basta pensar no Napster. As gravadoras começaram tarde demais a reclamar da facilidade de cada um produzir, copiar e distribuir o que antes era restrito a donos de meios de (caríssimos) produção. Matou-se o Napster, vive o Kazaa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, alguns sites interessantíssimos andam esquecidos e com idéias que são geniais mas que não estão sendo bem reproduzidas (pelo menos, não aqui na internet em português). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vide o &lt;a href="http://www.slashdot.com" target="_blank"&gt;Slashdot&lt;/a&gt;. Para quem não conhece, trata-se de um site específico voltado para tecnologias novas, informática, ficção-científica e "coisas estranhas". Só que ele funciona sob um esquema muito especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele funciona meio como um blog, meio como um site de notícias. Os editores de Slashdot selecionam sugestões de posts notícias que recebem dos usuários cadastrados do site e publicam alguns. Está publicada a notícia. A partir daí os usuários fazem comentários, que podem variar desde algo infantil e bobo até a correções e informações extras à notícia originalmente postada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, há um complexo sistema de avaliadores entre os usuários do Slashdot. São como operadores de canais de mIRC, para quem conhece. Os avaliadores são usuários antigos, que frequentam bastante o site e que receberam boas avaliações dos avaliadores anteriores. Em suma, são usuários veteranos, que são eleitos para avaliar os comentários e ações dos outros usuários, dando "notas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso em blogs seria uma maravilha, vejam só - os comentários feitos a uma determinada notícia recebem notas de 0 a 5 dos avaliadores. Por padrão, os comentários com notas 0 e 1 não são vistos, mas &lt;b&gt;se você quiser&lt;/b&gt; você pode configurar o sistema para exibí-los. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de um sistema perfeito, claro, mas possibilita uma construção comunitária de uma verdade. Não se trata de uma pessoa que diz, mas sim de um discurso costurado, refeito, avaliado, comparado e modificado a cada instante, por cada novo usuário...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sites como o &lt;a href="http://www.epinions.com" target="_blank" title="Site em inglês onde as pessoas dizem o que REALMENTE acham dos produtos que compraram..."&gt;Epinion&lt;/a&gt; e o &lt;a href="http://www.e-bay.com" target="_blank" title="Esse todo mundo conhece, não? Site de leilões onde cada um precisa construir credibilidade para conseguir vender bem. Ver as estrelinhas para os usuários que fazem as vezes de um ranking de confiabilidade..."&gt;E-bay&lt;/a&gt; tem um modo parecido de funcionar, pelo menos no que toca à maneira como os usuários se relacionam e na forma como a credibilidade é construída e mantida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria ótimo ter um jornal assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele existe. Só que eu perdi o nome e o endereço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu o descobrir, posto aqui, pois trata-se de um site semelhante ao Slashdot voltado para notícias que surgiu nos Estados Unidos e acabou fundando "filiais" por todo o mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém descobrir antes de mim que site de open (source) journalism é esse, por favor me comunique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para quem duvida de que o open journalism esteja já influenciando a mídia basta &lt;a href="http://www.salon.com/tech/log/1999/10/08/geek_journalism/" target="_blank" title="Matéria da Salon Technology: Open-source journalism"&gt;ler&lt;/a&gt; sobre o rebu provocado já em 1999 pelo editor de uma revista que renunciou a uma "matéria jornalística" em pról dos comentários de usuários feitos no Slashdot.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90438606?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90438606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90438606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90438606' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90288145</id><published>2003-03-07T04:55:00.000-02:00</published><updated>2003-03-07T05:00:54.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Só para constar&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;font=-1&gt;Eu gosto de surfar nos blogs. Antigamente falava-se de surfar na Web. Hoje em dia, só em blogs vejo como fazer isso; entrar num site e pular para outro através de links e para outro e outro e ainda outro... Fora de blogs é difícil pular de site em site sem cair em coisas que interessem de menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu comentei algo no seu blog ou se te linkei aqui, certamente foi porque achei alguma coisa pertinente no seu blog enquanto eu viajava entre os blogs indicados nos blogs indicados nos blogs indicados dos blogs linkados aqui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso.&lt;/font&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90288145?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90288145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90288145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90288145' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90287604</id><published>2003-03-07T04:39:00.000-02:00</published><updated>2003-03-09T23:43:39.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;h3&gt;Seja pacifista, não seja burro&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Eu quero ganhar um CD!&lt;/h3&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=gray&gt;Essa eu descobri graças ao &lt;a href="http://cadernomagico.blogspot.com" target="_blank"&gt;Denis&lt;/a&gt;... &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Polzonoff escreveu um texto que, para variar, era polêmico. Cometeu a terrível e imoralíssima ignomínia de defender a guerra. (Ooooohhh!!!!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=gray size=-1&gt;Cá comigo, penso que a internet existe mesmo para mostrar e divulgar as coisas mais diferentes possíveis. Sem diferença não há senso crítico. Só que o texto dele me parece um tanto quanto retórico. &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom... é &lt;a href="http://www.polzonoff.blogspot.com/2003_02_01_polzonoff_archive.html#89367271" target="_blank"&gt;ler pra ver&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lendo, pode-se participar do &lt;a href="http://polzonoff.blogspot.com/2003_02_01_polzonoff_archive.html#89623177" target="_blank"&gt;concurso&lt;/a&gt; que ele lançou. Ele vai premiar o melhor e menos óbvio argumento contra a guerra que não utilizar 20 expressões como "paz", "ódio" ou "solidariedade"... As regras do concurso vocês lêem aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto vocês lêem, vou enviando o meu texto... :-P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://polzonoff.blogspot.com/2003_02_01_polzonoff_archive.html#89623177" target="_blank" border=0&gt;&lt;img border=0 src="http://www.sala.blogger.com.br/banner.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90287604?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90287604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90287604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90287604' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90287156</id><published>2003-03-07T04:27:00.000-02:00</published><updated>2003-03-07T04:44:00.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Minhas 3 questões com o Espiritismo&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;No sábado, o &lt;font color=green&gt;&lt;b&gt;Maurício&lt;/b&gt;&lt;/font&gt; conversou bastante sobre a religião dele, a qual ele ama de paixão. Ele é espírita kardecista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há três coisas que eu acho interessantíssimas no kardecismo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=blue&gt;1 - o conceito de &lt;b&gt;&lt;font size=+2&gt;evolução&lt;/font&gt;&lt;/b&gt; deles, que lhes é fundamental. Pode ser impressão minha, mas no cristianismo é como se tivéssemos "apenas" de passar de um nível (o do pecado desde o nascimento) a outro (o da mínima virtuosidade requerida para a permanência no Paraíso). No espiritismo, por outro lado, a coisa parece mais real. A trajetória moral de um ser é repleta de altos e baixos, de atos de quase pura sabedoria e bondade, mas também de maldades e aberrações. E essa é uma trajetória que não pára, que talvez não páre nunca... Devemos tentar ser bons hoje e melhores amanhã, porque a peteca sempre pode cair. E geralmente cai. (&lt;i&gt;E geralmente se levanta depois, também...&lt;/i&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=darkblue&gt;2 - A raiz &lt;b&gt;vitoriana&lt;/b&gt; dessa religião&lt;br /&gt;Ainda tenho de estudar melhor a vida de Kardec antes de me aprofundar numa tal afirmativa... Bom, o fato é que o estilo de escrita dos espíritos (i.e. dos romances psicografados por médiuns) é um tanto quanto rebuscado, com palavras pouco usadas hoje, com um quê de romantismo tanto no estilo de escrita como nos próprios enredos. Em "Sexo e Verdade", por exemplo, acontecem as reviravoltas mais rocambolescas possíveis, dignas de uma novela das 7. Há os bonzinhos e os maus, há mudanças de um lado para o outro, grandes segredos revelados, mortes trágicas, amor, triângulos amorosos e muito mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás... o espiritismo é provavelmente a primeira religião cuja uma cerimônia sua não tem a música como algo fundamental. Pelo menos fui num centro espírita uma vez e havia basicamente leitura e ritualística, mas nenhuma música. Ao invés dela, há uma profusão de ensinamentos através da mídia escrita. Certamente é a religião que mais se expressa através de uma &lt;font size=+2&gt;literatura&lt;/font&gt;. &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=gray size=-1&gt;Acho que não é preciso dizer que o formato dessa literatura não dá mais ou menos valor ético ao espiritismo...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=blue&gt;3 - A relação entre &lt;b&gt;&lt;font size=+2&gt;razão e fé&lt;/font&gt;&lt;/b&gt; deles&lt;br /&gt;Até o século VIII os pensadores da filosofia patrística viam a relação entre fé e razão de três maneiras possíveis:&lt;br /&gt;a) Razão e fé seriam irreconciliáveis - Diziam: "Creio porque é absurdo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Razão e fé seriam compatíveis, com a razão subordinada à fé. - "Crer para compreender."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) Razão e fé seriam métodos para trabalhar em campos do conhecimento diferentes e não deveriam ser misturados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. O espiritismo me espanta ao parecer ir contra essas três formas de pensamento. Oras! Que dizer de uma religião que busca a todo o momento o amparo científico ou, dizendo de outra forma, como descrever homens da Ciência tão preocupados com coisas que não podem ser medidas objetivamente (ou pelo menos não sem que um sujeito dela participe de forma extremamente ativa)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso talvez se afigure como uma conseqüência do meio em que o espiritismo certamente surgiu (uma Europa dividida por católicos e protestantes, vendo com reservas as religiões de africanos, asiáticos e outros povos que considerava inferiores). Não é nenhum segredo que o espiritismo propõe ser a religião evoluída, aquela para a qual todas as outras e todos os outros crentes hão de convergir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando melhor, essa noção de evolução não deixa de ser um reflexo do positivismo de Comte, da crença que dominou a sociologia por muito tempo de que existia uma história das sociedade e de que havia uma  razão que englobaria a todas e que determinaria a todas um rumo em comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma conseqüência disso talvez esteja na adoção do Esperanto como língua adotada para divulgação universal. Outra certamente está no uso de uma Razão (universal) para legitimar a Fé. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Europa do século XIX, fazia sentido levar a ciência até campos de conhecimento que pertenciam  antes à religião. Pensava-se que a ciência estava apta a dominar todos os ramos do conhecimento e ela ainda era revestida de um caráter de Verdade. Nada mais normal do que pensar que os fenômenos visíveis de religiões espiritualistas pudessem ser medidos de alguma forma e, por conseguinte, provados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai aí o extrato de &lt;a href="http://www.abrade.com.br/iluminismo.html"&gt;uma página&lt;/a&gt; que versa sobre esse assunto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;font color=blue&gt;Na segunda metade do século XIX- período do trabalho intelectual-espírita de Allan Kardec (1854 a1869)- já era do domínio científico as principais  noções, metodologias e conceitos que foram trazidos pelo Iluminismo: &lt;b&gt;A Teoria do Progresso da Natureza humana, a Racionalidade e a Experimentação como métodos da Ciência, a racionalização da vida social, a noção de Leis universais que regem o desenvolvimento da humanidade, evolucionismo biológico, as noções de contrato social, educação racional, legalismo e estado de direito, justiça social, direitos individuais e outras&lt;/b&gt;.&lt;/font&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	&lt;br /&gt;E, ainda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;font color=blue&gt;No "Caráter da revelação Espírita", verdadeiro tratado de epistemologia do Espiritismo, Kardec define a natureza deste último: "É, pois, rigorosamente exato dizer-se que o Espiritismo é uma ciência de observação e não produto da imaginação. As ciências só fizeram progressos importantes depois que seus estudos se basearam sobre o método experimental; até então, acreditou-se que esse método também só era aplicável à matéria, ao passo que o é também às coisas metafísicas".(Kardec, 1990:20)&lt;/font&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa só fica totalmente feia e furada nos dias atuais, após vários filósofos como Thomas Khun demolirem a objetividade da ciência... Não apenas isso caiu, como também caíram também grande parte dos conceitos iluministas através dos quais se norteou o espiritismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja por isso que me soa hiper-retrô uma religião que se pretenda científica. Os espíritas que conheço parecem não estranhar isso porque para eles os fenômenos sobrenaturais (como a possessão, o recebimento de mensagens de espíritos, os passes...) lhes são coisas absurdamente naturais. Como eles sentem, confiam nos sentidos e partem do pressuposto que o que se lhes revela como verdadeiro não poderia deixar de sê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espiritismo inaugura então uma quarta forma de relacionar razão e fé... aquela em que, já que as pessoas negam a fé, mas não a razão, faz-se a fé surgir através da razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceita-se uma superioridade da razão sobre a fé?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SACRÍLEGOS! HEREGES!!!!&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=gray&gt;&lt;i&gt;São Tomás de Aquino e Santo Agostinho devem estar se revirando no túmulo...&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90287156?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90287156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90287156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90287156' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90287047</id><published>2003-03-07T04:24:00.000-02:00</published><updated>2003-03-07T04:50:24.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Meu momento Legião Urbana do dia&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Foi no shopping Rio Sul, no caixa do Viena, prestes a pagar por uma deliciosa torta de chocolate. Tudo muito burguês. Até eu ouvir, vindo do centro da praça de alimentação, a voz e o violão de alguém - já não lembro se homem ou mulher - que cantava Pais e Filhos, do Renato Russo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu cantarolei a música e, ao mesmo tempo, a caixa, que via o pagamento de um senhor à minha frente, começou a cantarolar também. Em poucos minutos eu, ela e o senhor começamos a cantar que "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã... Eu e a caixa abanamos a mão ora para um lado, ora para o outro e tudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um gringo, atendido por outra moça, observava sem entender nada. Mal sabe ele que no Brasil, Renato Russo é quase uma reLEGIÃO...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://jbonline.terra.com.br/inter/musicali/especiais/renatorusso/russo_15.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90287047?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90287047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90287047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90287047' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90218508</id><published>2003-03-06T02:33:00.000-02:00</published><updated>2003-03-06T02:33:02.746-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Para os interessados em ciências humanas...&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Vão aqui dois sites para quem interessar possa - &lt;i&gt;e, mais do que tudo, para mim mesmo. Meu blog tbem serve para eu deixá-los registrados para um futuro uso...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São esses:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.artnet.com.br/~marko/articles.htm" target="_blank"&gt;http://www.artnet.com.br/~marko/articles.htm&lt;/a&gt; - site do Marko Monteiro cujo link deixei logo abaixo mas que reforço aqui... Autoproclama-se como o primeiro site sobre masculinidade e gênero na internet brasileira... E embora esse seja um aposto muito bobo e que não vale nada, o conteúdo do site vale - e muito! &lt;br /&gt;Tem alguns artigos que são bem interessantes... Para quem quer pesquisar sobre o assunto - ou uma fonte de pesquisa a mais... - vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bocc.ubi.pt/index2.html" target="_blank"&gt;http://bocc.ubi.pt/index2.html&lt;/a&gt; - Biblioteca Online das Ciências da Comunicação&lt;br /&gt;Trata-se de um site que aceita e exibe textos acadêmicos a respeito de comunicação social e temas afins, como cibercultura, hermenêutica, tecnologias da informação e outros nomes bobos que podem trazer em seu bojo reflexões muito interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reflexões tais como as obtidas a partir dessa pergunta: "Você na internet é o mesmo você que o do seu cotidiano offline?"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90218508?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90218508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90218508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90218508' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90217615</id><published>2003-03-06T02:14:00.000-02:00</published><updated>2003-03-06T02:14:36.590-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Sem noção!&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Acabo de descobrir, nesse exato instante, que eu terei de cursar menos matérias do que deveria. Isso torna todo o meu plano de postergar a minha monografia um tanto quanto bobo. Só que, para fazer minha monografia, eu já deveria ter cursado uma matéria que é sobre o preparo de monografia. Poderia convencer a secretaria da minha facul a deixar-me fazer as duas ao mesmo tempo SE não houvesse sobreposição de horário entre elas às sextas-feiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso então tentar conversar com os professores das duas disciplinas a me deixar cursá-las, mesmo assim, talvez, se eu provar que sou capaz. Para tanto, teria de levar um pré-projeto da minha monografia e mostrar que sei desenvolver um trabalho acadêmico. Assim, teria de levar em 4 dias o pré-projeto de um trabalho que eu não consegui sequer visualizar nos 4 anos em que estou na faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, estou pesquisando igual a um louco tudo o que há na net a respeito de um dos dois temas sobre os quais já pensei mais ou menos seriamente em pesquisar para minha monografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - O uso de trilhas sonoras em matérias telejornalísticas&lt;br /&gt;Seria um lindo e neurótico estudo do quanto a música pode influir no sentido de algo montado através de imagens e texto falado, seja por mera influência superficial dos sentidos ou, principalmente, pela intertextualidade (usando, por exemplo a musiquinha de Psicose ao mostrar Fernandinho Beira-Mar cortando queijo com uma faca). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me sugeriram a possibilidade de estudar o processo de escolha das músicas que servem de trilha sonora e o quanto as escolhas ficam limitadas pela questão dos direitos autorais  ou mesmo da política da empresa em questão. Fica também passível de estudo a questão do como esse efeito é produzido e de qual o efeito que suscita, afinal, nos expectadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - A homossexualidade do emissor ao receptor em jornalismo&lt;br /&gt;Essa monografia seria o estudo de caso de um jornal ou revista e a forma como trabalham a questão da homossexualidade. Se possível fosse, seria interessante entrevistar as pessoas por trás das notícias e ver suas convicções pessoais acerca do tema e a posição do veículo. Uma análise das matérias escolhidas também faria parte do trabalho. Possibilidade de reflexão em cima de material regurgitado por sociólogos a respeito de gays, lésbicas e blá-blá-blá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem aqui acha que o JB tem uma vertente gay levante a mão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só tenho um problema; ambos os temas são complicados. O primeiro, pela falta de material sobre o assunto; o segundo, pelo motivo oposto. Como conseguir um enfoque novo em cima de um tema tão batido como a homossexualidade? Se querem saber, já achei na internet, uns 2 anos atrás, um texto que era exatamente o que eu tinha em mente para minha monografia na época... É um estudo do qual gostei muito sobre &lt;a href="http://www.artnet.com.br/~marko/ohomoero.htm" target="_blank" title=Como duas revistas de uma mesma editora podem dar visões do que é homossexualidade tão completamente diversas?"&gt;o Homoerotismo nas revistas Sui Generis e Homens&lt;/a&gt;, do &lt;a href="mailto:markosy@uol.com.br"&gt;Marko Monteiro&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém tiver idéia sobre um tema de monografia inovador sobre o qual haja farto material de pesquisa e que seja muito muito interessante, por favor me avise!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90217615?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90217615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90217615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90217615' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90173249</id><published>2003-03-05T11:10:00.000-02:00</published><updated>2003-03-05T11:10:11.466-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Um ano atrás - quem sabe se não faz exatamente um ano? - eu assisti &lt;a href="http://www.filmesgls.blogger.com.br/2003_02_01_archive.html#104605570601933861" title="Veja a resenha e comentários sobre o filme feitos no Blog GLS" target="_blank"&gt;um filme&lt;/a&gt; que passou no Eurochannel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para puritanos homofóbicos, um aviso: os protagonistas são gays. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os que gostam de um bom filme, simplesmente, esse não é um filme só para gays e é muito bom. (Eu acho!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e antes que eu me esqueça - pois até antes de entrar no blog Filmes GLS eu não lembrava  - o nome do filme é BENT.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90173249?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90173249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90173249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90173249' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90172260</id><published>2003-03-05T10:40:00.000-02:00</published><updated>2003-03-05T10:40:46.576-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;font color=brown&gt;&lt;h3&gt;O W brasileiro&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Meu professor contou uma vez - e suspeito de que seja invenção dele - que no Diário Carioca, na década de 40, surgiu uma grande inovação aos 6 W's do jornalismo americano. Aparentemente, aos questionamentos what, where, when, who, why, what for (o quê, quem, onde, quando, por que, pra quê), acrescentou-se um "e daí?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um questionamento pequeno, com cara de malandro, que continuou como o último de todos. Menosprezado, parecia o menos importante, o menorzinho, o mais facilmente esquecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no entanto, é o mais importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size=+1&gt;Morreram 3 mil pessoas no Thunder-Trok-hor.&lt;/font&gt; &lt;B&gt;E eu com isso?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornalistas, fofoqueiros e as pessoas em geral muitas vezes se esquecem do mais importante. Passam informações adiante como se elas já contivessem uma interpretação universal, como se todos os seus receptores devessem se sentir igualmente sensibilizados. Dizem que a vida existe, dizem como ela existe e julgam o sentido da vida banal demais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porra, a questão é o "E DAÍ?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão desse post, meu caro leitor ou leitora, é muito simples. São os posts acerca da (possível) guerra entre os EUA e o Iraque. Diz-se que os árabes devem morrer, que os norte-americanos precisam perder sua prepotência, que a paz é isso, que a guerra é aquilo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E DAÍ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que eu vejo algumas razões pelas quais a guerra poderia ser vantajosa ou não à minha pessoa. Mas as vantagens e as desvantagens, inicialmente parecem tão ínfimas que quase não compreendo esse burburinho todo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, no globo, inúmeros conflitos armados devem estar acontecendo. E, aparentemente, um que sequer está acontecendo está praticamente eleito o mais importante de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Bush quer atacar o Iraque e isso vai influenciar o Brasil nesse ponto. A paz entre norte-americanos e árabes podem afetar Adriano dessa e daquela maneira...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamem-me de egoísta, mas não me exijam enxergar um óbvio que não está aí...&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90172260?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90172260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90172260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90172260' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90125340</id><published>2003-03-04T16:47:00.000-02:00</published><updated>2003-03-05T10:39:49.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Navio Fantasma&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Clichê + clichê de filmes de terror + escatologia escatologicamente bem feita + mistério + revelações decepcionantes = filme sem pé nem cabeça, mas com alguma ação e um final que ninguém merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://www.cineclick.com.br/cgi-local/noscinemas/em_cartaz.pl?id_filme=10721&amp;estado=RJ&amp;pop_cidade=Rio%20de%20Janeiro" target="_blank" border=0&gt;&lt;img border=0 src="http://www.cineclick.com.br/fotos/10721gr1.jpg" title="Clique aqui para ver a ficha técnica desse filme no Cineclick"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos a moça que é a única a ver o fantasma e que tenta ir desvendando o mistério, a cantora gostosa e sedutora fantasminha que está no filme só para enfeitar e atrair os marmanjos fãs de um par de peitos, a menininha inocente e misteriosamente voluntariosa que é a primeira fantasminha a aparecer. Tem as pessoas incautas que se metem num lugar de onde nunca ninguém saiu com vida mesmo sabendo disso e que acabam ficando presas por lá durante uma noite ou mais... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme podia ter se salvado na fase do mistério, quando ainda não sabemos o que está acontecendo. O suspense, sim, é angustiante. Só que, depois que a verdade é descoberta, tudo vira um pequeno filme de ação insosso desprovido de grandes sobrenaturalidades. Pelo menos eu não sei que criatura demoníaca era aquela do filme que não dava um susto decente, não tinha carisma, não tinha nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi o filme com &lt;a href="http://absolutelynot.blogger.com.br/" target="_blank"&gt;João&lt;/a&gt; e o namorado dele. João quase morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tédio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90125340?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90125340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90125340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90125340' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90120581</id><published>2003-03-04T15:07:00.000-02:00</published><updated>2003-03-04T15:31:34.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Frases do Sambódromo&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Geralmente a avenida mais perigosa do centro do Rio, não convém andar na Presidente Vargas. Contudo, como Carnaval muda todas as regras, a avenida, por ser a que se cruza com a Sapucaí, se tornou uma das mais transitadas por seres humanos, cachorros, barraquinhas de churros e alegorias de escola de samba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andando pelo muvucão de pessoas &lt;b&gt;realmente&lt;/b&gt; diferentes, das mais variadas classes sociais, credos e nacionalidades, prestei atenção a pelo menos 5 frases que escutei e que nunca havia escutado numa matéria jornalística sobre o Carnaval:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frase 1: &lt;font color=blue size=+2&gt;"&lt;i&gt;Irmão, só Jesus é o caminho!&lt;/i&gt;"&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;De camisas pretas com uma cruz cinza, os jovens da CBC (Convenção Batista Carioca) distribuíam panfletos, conversavam com vendedoras de latinhas de refri, com meninos de rua e com todos mais que estavam por ali, nas redondezas do sambódromo, do lado de fora. Tinham auto-falante e tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que não vieram tentar me converter. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://igspot.ig.com.br/adrian1980/conversao01.jpg" title="Foto dedicada a todos os que vêem em Deus, o fim da Vida."&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frase 2: &lt;font color=blue size=+2&gt;"&lt;i&gt;Olha o 455! Corre pra gente alcançar&lt;/i&gt;"&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Na TV eu sempre via aquela reportagem dos foliões que mesmo após o fim do desfile ainda estão com o samba no pé, sambando, alegres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que nada. Mal o desfile de cada escola acabava, uma enxurrada de gente fantasiada saía do sambódromo rumo ao terminal rodoviário próximo à Central. Não está no gibi o que tinha de gente com fantasias exóticas entrando pela porta da frente de um 455 - como passar pela roleta com aqueles troços no corpo?.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que todos adoravam desfilar. Chegavam animadíssimos. Mas sambar cansa sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frase 3: &lt;font color=blue size=+2&gt;"&lt;i&gt;Ei! Você já tem ingresso?&lt;/i&gt;"&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Devo ter sido chamado por cambistas umas 5 vezes, o que achei muito. Naquela babel de gente se divertindo do lado de fora do sambódromo havia ainda quem cobrasse exorbitâncias para levar alguns escolhidos para o restrito "paraíso da diversão" (para quem curte, né...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, restrito mesmo. Não sei se o sambódromo foi construído tendo em vista essa acústica, mas só quem ficava perto do início do sambódromo, atrás daquele sinal luminoso da Kaiser conseguia OUVIR alguma coisa. A 200 metros do sambódromo, de qualquer outra posição, é quase impraticável pretender ouvir o samba se não for por uma das dezenas de televisões ligadas para exibir o desfile. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frase 4: &lt;font color=blue size=+2&gt;"&lt;i&gt;Corre! Tá vindo um arrastão!&lt;/i&gt;"&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O que deu o toque de aventura à minha noite foi ouvir esse grito, já quando eu saía de perto do sambódromo na pista mais externa da Presidente Vargas. Pelos gritos que ouvi, alguém deve ter caído na porrada mais a frente. Foi o que bastou para que as pessoas mais à frente saíssem correndo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTOURO DA MANADA, pensei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O local onde eu estava nesse momento estava lotado de gente, uma muvuca só. No instante em que vi que havia gente correndo, virei e procurei espaço para dar o fora. Vi um senhor vestido meio de fantasia que não teve tanta sorte. Não se virou e, empurrado, caiu por sobre o banquinho do dono de uma barraquinha de churrasco, acho. Não vi o que lhe aconteceu mais. Espero que nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corri. Vi os camelôs, as bijouterias em exposição e isopores com guaravita sendo chutados, caindo ou quebrando conforme as pessoas corriam. No caminho cruzei com policiais, de cacetete em punho, que corriam corajosamente no sentido contrário ao meu. Eu mesmo não sabia para onde ia, mas sabia que não podia parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei parando, na verdade, em frente a uma encruzilhada (a que leva ao jornal O Globo, acho). Pensei em virar e tomar a outra rua para escapar da muvuca correndo. Entretanto, as coisas se acalmavam, a música voltava a tocar e, após um momento de pânico, foliões respiravam e voltavam a sambar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/especiais/carnaval/foto_galeria/salgueiro/Default.asp?6" target="_blank" border=0&gt;&lt;img src="http://oglobo.globo.com/especiais/carnaval/foto_galeria/salgueiro/salgueiro05.jpg" title="Foto de Márcia Foletto para O Globo" border=0&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frase 5: &lt;font color=blue size=+2&gt;"&lt;i&gt;Deus, todos os carros foram tão lindos!&lt;/i&gt;"&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Certo, essa frase eu já ouvi num jornal, mas não é a mesma coisa. Pareceu que, dessa vez, era de verdade. Ouvir essa frase de alguém que certamente havia acabado de desfilar  - estava começando a tirar a fantasia - era algo tocante, realmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz a gente perceber que o carnaval não é feito só de turistas que chegam e de cariocas que viajam. Há cariocas, enfim - principalmente os mais pobres - que trabalham por 9 meses, que gastam seu dinheiro em fantasias, que treinam o sambar e que esperam com ansiedade um único dia do ano para que tudo dê certo ou errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre me esquecia do principal. E o principal é quem faz o carnaval. Por mais que eu odeie ou ame essa festa, não posso deixar de me sentir apaixonado por alguém que trabalha, desfila e depois acha todo desfile lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, é lindo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90120581?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90120581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90120581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90120581' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90120500</id><published>2003-03-04T15:05:00.000-02:00</published><updated>2003-03-04T15:05:25.170-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Eu, o carro, e meu pai&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Pouco mais de dois anos atrás eu fiz meu curso direitinho. Passei nas provas do DETRAN com louvor. Tirei minha carteira.&lt;br /&gt;Mas quem diz que meu pai me empresta o carro? Nunca me diz um NÃO, mas sempre me enrola... Ou a bateria não está boa, ou a gasolina está pouca ou a violência está muito grande...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez em que pus a mão no carro do meu pai foi, de carteira já tirada há dois meses, com ele do lado "para me ensinar". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje acordei revoltado. Peguei o carro com ele e fomos nós para o supermercado, eu dirigindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estacionei na vaga de deficientes físicos - &lt;i&gt;pô, era a maior!&lt;/i&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou me sentindo culpado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:-D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Culpado, mas feliz! Eita, treim boum!&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90120500?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90120500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90120500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90120500' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90034584</id><published>2003-03-03T03:33:00.000-02:00</published><updated>2003-03-03T03:33:53.436-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Eduardo Camões&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.generationsfineart.com/artists/camoes-eduardo/index.htm#Anchor-Eduardo-28250"&gt;Aqui&lt;/a&gt; pode ser encontrada uma biografia em inglês desse cara fantástico, além de três telas. O nome é Eduardo Camões e o livro, &lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=57504&amp;ST=SE"&gt;Rio Antigo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse livro eu vi, graças ao &lt;b&gt;&lt;font color=green&gt;Maurício&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;, na Letras e Expressões de Ipa. Repleto de pinturas maravilhosas de como o Rio provavelmente era no passado. É uma gostosura admirar a Lagoa Rodrigo de Freitas original, a Copacabana do início do século passado, a Barra de décadas atrás...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É espantoso ver o quanto uma cidade pode mudar. E é também espantoso ver as nuances de cor num sol entre as nuvens ou o reflexo de postes no chão molhado. As telas de Camões são absurdamente lindas!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica aqui uma palhinha, q nem é o melhor dele, mas foi só o que eu vi dele na net... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.almacarioca.com.br/imagem/fotos/Ilha1.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Por algum motivo, no final de um livro que se chama "O Rio Antigo" há imagens de como era a Nova Iorque e a San Francisco do passado? :-P&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capa do livro:&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.submarino.com.br/images/books/cover/57504.jpg"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90034584?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90034584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90034584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90034584' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90025505</id><published>2003-03-03T00:15:00.000-02:00</published><updated>2003-03-03T02:49:54.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;O que é Carnaval no Rio de Janeiro&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Carnaval do Rio de Janeiro não é apenas um bando de gente sambando fantasiada no Sambódromo. É também um estado de consciência. É você ter sua vida regida por esse evento que invade as rádios, TV's, papos de botequins, blogs e tudo o mais. Antes, assistir um desenho animado era uma questão de gosto, simplesmente. Hoje, trata-se de uma reação, de uma vontade de não se envolver nessa folia massificada, de se guardar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carnaval é morar em Caxias e ver uma cópia de sambódromo numa das avenidas principais. Ou é morar em Ipanema e ver as ruas lotadas diante das concentrações de foliões. Ou é morar em qualquer lugar e ver, pela janela, carros passarem com fantasias nos bancos de trás a deixar algumas plumas escaparem para fora das janelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que coisa linda anteontem eu vi. Em frente à rodoviária Novo Rio, às duas da manhã, o trânsito se tornava caótico. Os ônibus - incluindo o que eu esperava - paravam de transitar por ali. Tudo parando da forma mais improvável - é Carnaval! - pois vinham os carros das escolas de samba andando pelas ruas naquela largura exagerada deles, impossibilitando qualquer ultrapassagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela luz difusa branca dos postes homens morenos e sem camisa empurravam os majestosos e gigantes que brilhariam depois na avenida. De pele suada, os homens do Nordeste, homens do subúrbio, homens do sonho e homens do samba, empurravam os carros alegóricos, todos juntos, de bermudas, a camiseta pendurada na cintura. Eram homens épicos, refletindo a luz branca e super densa na madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carnaval é voltar de ônibus para casa a hora que for e encontrar esses homens épicos vestidos de cotidiano, com viola a tiracolo, tocando e cantando no fundo do ônibus e fazendo cada passageiro que entra cair numa canção. De Zeca Pagodinho, passamos a Renato Russo. Carnaval? Carnaval com Legião Urbana, com Marcelo Rossi, com axé, com funk, com tudo. É mistura, é Carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carnaval é descobrir que nas calçadas de Copacabana quase ninguém conversa em português e ver que os rostos mais brancos que o papel se multiplicam numa cidade de praias exuberantes. É ver soldados do exército na praça Antero de Quintal fazendo meninos do morro sentarem no chão com as mãos na cabeça porque eles parecem suspeitos. É ver a banda de Ipanema passar com gays e liberalidade e a banda do Leblon chegar, com famílias e senhoras de 70 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se tentar tudo nessa época do ano. Pode-se correr do Carnaval, viajar, procurar um refúgio, um abrigo. Pode-se correr para o Carnaval, cair na folia, ir para o sambódromo e para todas as bandas. Mas certamente não dá para ignorar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Carnaval é um estado de espírito brasileiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90025505?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90025505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90025505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90025505' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-90025436</id><published>2003-03-03T00:14:00.000-02:00</published><updated>2003-03-04T15:32:41.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;A Banda de Ipanema&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Eu devia ter ido. Seria minha primeira vez. Mas deu tudo errado. Cheguei com 3 horas de atraso, pensei que a banda já havia sumido e fiquei conversando na pedra do Arpoador com o &lt;font color=green&gt;&lt;b&gt;Maurício&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;, um grande amigo meu. Enquanto isso, a banda voltou do Leblon pela Vieira Souto e eu a perdi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ia ser meu primeiro Carnaval na folia e eu queria pegar a banda, mas não deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem. Ano que vem tem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://igspot.ig.com.br/adrian1980/banda.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Concentração na Praça General Osório, em Ipanema, pouco antes de a banda sair.&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;HAJA GENTE!!!&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás...&lt;br /&gt;Haja homossexuais nessa Farme de Amoedo durante o Carnaval. Lotada em frente ao bar gay carioca Bofetada, a rua vira um inferninho ao som de uma seleção de axés não tão caras assim a média de gays que costuma frequentar o local durante o resto do ano, mas que deve fazer um sucesso entre os casais estrangeiros que aparecem por lá nesses dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o que não falta são turistas. Aliás, às vezes fica até difícil saber quem é brasileiro e quem não é... &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-90025436?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90025436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/90025436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_03_02_archive.html#90025436' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-89790188</id><published>2003-02-26T17:46:00.000-02:00</published><updated>2003-03-03T00:04:01.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;font color=brown&gt;Se não devo enfraquecer minha vontade, como a cooperação será possível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Subvertendo o espírito com a moral, os cristãos envenenaram a moral pelo espírito.&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-89790188?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/89790188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/89790188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_02_23_archive.html#89790188' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-89667009</id><published>2003-02-24T19:43:00.000-02:00</published><updated>2003-02-24T19:43:14.826-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Vive la France!&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;O comentário mais lúcido que ouvi a respeito da zona que está acontecendo na Cidade Maravilhosa partiu da mui sábia empregada doméstica daqui de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com vocês, Dona Socorro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Socorro&lt;/b&gt;: Ai, meu Deus... Vive la France! Viva a França!&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Eu&lt;/b&gt; (parando de tocar Bach, ao piano): Dona Socorro, essa música não é da França...&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Socorro&lt;/b&gt;: Mas viva a França! Viva a França!!!!&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Eu&lt;/b&gt;: Viva a França por quê?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Socorro&lt;/b&gt;: Viva a França, porque não dá mais pra gritar: "Viva o Brasil"!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;É... E geralmente não dá mesmo...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-89667009?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/89667009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/89667009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_02_23_archive.html#89667009' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-89657211</id><published>2003-02-24T16:41:00.000-02:00</published><updated>2003-03-03T18:36:41.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;font color="#0000ff"&gt;&lt;h3&gt;Yes, Nós Também Temos Bin Laden&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font face="Arial,Helvetica,sans-serif" size="-2"&gt;Enquanto os americanos preparam estoques para sobreviver em abrigos improvisados - improvisados ou planejados? Acho que as próximas casas dos EUA virão na planta com banheiro, sala de jantar a abrigo contra ataques biológicos - nós vivemos com um terrorismo totalmente &lt;font face="Arial,Helvetica,sans-serif" color="#0000A0" size="+2"&gt;&lt;b&gt;made in Brazil&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destruir as torres gêmeas é coisa de rico. Pobre mesmo não restringe terrorismo a área de dois prédios. O terrorismo brasileiro, que ninguém sabe quando ou onde vai aparecer, ataca de forma organizada espaços da proporção de uma cidade (ou mais, até). E assim, ônibus &lt;font face="Arial,Helvetica,sans-serif" color="#0000A0" size="+2"&gt;&lt;b&gt;pegam fogo&lt;/b&gt;&lt;/font&gt; no Rio e em São-Gonçalo, o comércio fecha na Tijuca e em outros bairros - quais mais? As notícias não chegam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prefeito da cidade, sem pudores, fala que está sem dinheiro, e, portanto, &lt;font face="Arial,Helvetica,sans-serif" color="#0000A0" size="+2"&gt;&lt;b&gt;sem polícia&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;. Disfarçar pra quê? O negócio é por às claras o que a bandidagem - os nossos terroristas - já sabiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 12:30 do primeiro dia, em meus 3 anos de trabalhador, em que faltarei ao trabalho. Enquanto no trabalho da minha mãe, entregadores deixam de realizar suas entregas por falta de condução nas ruas, eu penso em desistir de cumprir minha responsabilidade para não perder a vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, nesse meio tempo, &lt;font face="Arial,Helvetica,sans-serif" color="#0000A0" size="+2"&gt;&lt;b&gt;um tiroteio&lt;/b&gt;&lt;/font&gt; na Central do Brasil. (&lt;i&gt;Oh, minha amada Central do Brasil!...&lt;/i&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os norte-americanos são neuróticos e se preparam com uma antecedência e um esforço que ultrapassam, às vezes, qualquer necessidade real. Contudo, nós, brasileiros cariocas, com nosso terrorismo caseiro, empurramos com a barriga. É a primeira vez que a cidade pára?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos dias conseguirei sobreviver dentro de casa sem um já abastecido abrigo anti-violência?&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://igspot.ig.com.br/adrian1980/hieronymus" title="Hieronymus Bosch foi um pintor belga do século XV cujas telas, hoje famosas, primavam pelo caráter fantástico ou medonho... Olhando esse quadro, alguém vê ALGUMA semelhança com o Rio nas gestões Alencar-Garotinho-Rosinha?"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Detalhe de "O Jardim das Delícias", de Hieronymus Bosch&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=red&gt;&lt;b&gt;Atualização:&lt;/b&gt;&lt;/font&gt; Encontrei no &lt;a href="http://www.crisdias.com/weblog/" target=_blank&gt;blog&lt;/a&gt; do Cristiano Dias um &lt;a href="http://www.crisdias.com/weblog/index.php?w=20030223#10305485"&gt;texto&lt;/a&gt; falando sobre pena de morte e o Fernandinho Beira-Mar que está muito bom...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-89657211?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/89657211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/89657211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_02_23_archive.html#89657211' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-89549890</id><published>2003-02-22T11:52:00.000-02:00</published><updated>2003-02-22T13:28:14.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Como Fran Fine&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Pleno de defeitos, como qualquer outro ser humano, vovô Freud recebeu acusações das mais variadas dos colegas de sua época e das posteriores também. A mais comum era (é!) a de que Freud só pensava em sexo. Com tanto mais a se analisar, como o elemento agressivo ou os impulsos da fome, por que vovô Freud tinha de repisar tanto a questão do sexo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque somos todos neuróticos a respeito disso; é a única explicação. Será que isso é um mal dos que tem entre 20 e 30 anos ou é generalizado mesmo? Para onde viro os olhos, vejo as pessoas preocupadas com sexo. "&lt;i&gt;Há quanto tempo eu não tenho?&lt;/i&gt;", "&lt;i&gt;Tenho de sair da crise!&lt;/i&gt;" "&lt;i&gt;Não acredito que você seja virgem!!&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esses dias reencontrei um amigo que eu não via já algum tempo. "&lt;i&gt;Como vai? Tudo bem? Namorando?&lt;/i&gt;" Quando a negativa chegou até ele, recebi aquele olhar que me faz sentir um ser de outro planeta, algo como: "&lt;i&gt;Você veio de outro planeta? O que há de ERRADO com você?&lt;/i&gt;" &lt;font color=gray&gt;(Estou chegando à conclusão de que um assexuado deve ser tido como pior que um homossexual.)&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma conhecida minha - solteira -  disse que suspeitava de todo homem solteiro. Devia haver algo de errado com esse, óbvio. É a velha crença: &lt;b&gt;se é bom, já está com alguém&lt;/b&gt;. &lt;font color=gray&gt;(Então, essa minha conhecida deve ser uma larápia...)&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Terra é neurótica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-89549890?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/89549890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/89549890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_02_16_archive.html#89549890' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-89496445</id><published>2003-02-21T12:12:00.000-02:00</published><updated>2003-02-22T11:49:31.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;CENTER&gt;&lt;H3&gt;&lt;font color=red&gt;A Matéria do Reflexo&lt;/font&gt;&lt;/H3&gt;&lt;/CENTER&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size = 1 color=red face="Arial,Helvetica,sans-serif"&gt;Em termos de terreno, era o maior centro de candomblé de todo o Estado do Rio. Havia maiores na Bahia, mas talvez não mais célebres. As histórias falseavam-lhe a origem e a idade. Igualmente imprecisas eram as informações acerca do pai de santo responsável pela casa. As causas e histórias &lt;font color="#CC0000" size="5"&gt;se perdiam no tempo&lt;/font&gt;, misturavam-se a lendas, viajavam no disse-me-disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa madrugada de segunda-feira, ardeu em chamas. Alguns dizem que foi castigo; outros, imperícia. Os bombeiros apenas argumentaram que oferendas não deviam ser mantidas com fogo aceso sem vigilância próximo a objetos que pudessem pegar fogo. Algumas pessoas morreram. O centro todo foi reduzido a cinzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou quase todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o espelho caiu em minha mão pela primeira vez, uma pessoa disse-me ter sido ele a única relíquia que sobreviveu ao incêndio. Outra confidenciou-me que ele provinha de uma aldeia no Irã. Outra ainda falou-me de tecnologia de ponta roubada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um espelho de quase dois metros de altura, para se ver todo o corpo. Sua velhice só podia ser lida em sua moldura. Nada de ferrugem. E, atrás do vidro refletor impecável, somente a cópia invertida, &lt;font color="#CC0000" size="5"&gt;o simulacro&lt;/font&gt;, o reflexo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi-me a explorar o espelho somente após uma festa que dei em meu apartamento. Na mais escura das madrugadas, uma convidada deu um grito de horror. Disse que no espelho refletia-se a imagem de uma mulher hedionda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu bem que puxei-a de perto do espelho. Estava bêbada. Contudo era verdadeiro o que afirmava. Olhando o reflexo, mal pude acreditar. Esse era feio e repugnante, ao passo que minha convidada era dona de uma beleza física salutar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perturbado, cogitei que talvez fosse uma peça que os olhos me pregavam. Ou, ainda, o espelho, de alguma forma, talvez tivesse refletido alguma outra coisa que eu não tinha visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei esquecer-me. Afinal, minha imagem sempre se refletia normalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, contudo, sempre que outras pessoas vinham em casa, eu as fazia passar disfarçadamente perto do espelho para observar seu reflexo. Algumas tinham reflexos &lt;font color="#CC0000" size="5"&gt;indubitavelmente belos&lt;/font&gt;; outras, afiguravam-se horrendas como a própria Besta o devia ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, decidi partilhar meu segredo com alguém. O fiz com uma moça muito bela. Dava aula de física numa universidade e participava de inúmeras pesquisas. Ao ver sua imagem completamente deformada no espelho, desesperou-se. Declarou que estudaria o espelho de todas as formas que pudesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não fosse meu espírito crítico, eu diria que ele reflete o interior da pessoa, ao invés do exterior. Talvez seja uma imagem moral a que mostra, um reflexo de &lt;font color="#CC0000" size="5"&gt;nossa alma&lt;/font&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti pena dela desde o dia em que ela aventou tal hipótese. Demonstrava uma total falta de coerência entre crença e agir. Apesar disso, não deixei de admirá-la. A hipótese, apesar de mística, era extremamente verossímel. Era até provável que se confirmasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, contudo, eu e ela percebemos que havia inúmeros problemas para testar tal hipótese. Como conhecer realmente a alma de alguém o suficiente para compará-la com seu reflexo? E o que provocaria um reflexo hediondo; o ódio, a frustração, o amor ao próximo? O que, no final das contas, era &lt;font color="#CC0000" size="5"&gt;o Bom&lt;/font&gt;? O espelho podia ser regido segundo os desígnios de Alguém; mas saber esses desígnios afigurava-se-nos um Mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidiu ela então tentar outra abordagem. Como se determinava a imagem de cada pessoa? Em espelhos comuns, tudo era uma questão de luz, fótons e reflexo dos raios de luz numa superfície que os refletisse de forma ordenada, ao invés de absorvê-los. Teria aquele espelho plano alguma deformação imperceptível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu cheguei a apostar que aquele espelho refletiria as pessoas mesmo na escuridão total, mas não houve como testar tal hipótese, afinal, nós não podíamos ver o espelho sem luz. E, por fim, pensamos em hologramas, em minicâmeras na moldura e dispositivos de TV sob a superfície do espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa noite de segunda-feira, em casa, não consegui dormir. Tinha sonhos confusos com o espelho. Sonhava com mil espelhos que se refletiam, sendo que a cada reflexo, a imagem se deformava mais e mais, até que todas os infinitos seres possíveis e imagináveis surgiam nos infinitos espelhos refletidos. Antes de acordar, compreendi que através do espelho, tudo podia ser visto. O espelho era todo o meu universo e &lt;font color="#CC0000" size="5"&gt;eu era Deus&lt;/font&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao vê-lo, na manhã seguinte, já não havia imagem minha do outro lado; eu não tinha mais reflexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando minha colega soube do ocorrido, retrucou que, de alguma forma, eu destruíra a matéria da qual meu reflexo era feita. E se nos outros espelhos, tal matéria provinha da reflexão da luz, nesse que eu tinha, ela provinha de algo infinitamente mais complexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essa altura, ela já havia se decidido a testar a hipótese do espelho moral. Durante um mês tornara-se santa; jejuara, abstivera-se do sexo, das futilidades e de qualquer forma de beleza e vaidade diretas. No mês seguinte, fizera-se hipócrita, fora rainha, tivera &lt;font color="#CC0000" size="5"&gt;3 amantes&lt;/font&gt;, drogara-se. Noutro mês, ainda, assassinou, bebeu sangue, e salvou uma criança, compôs uma música, pintou o espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pôs, um dia, o quadro defronte o espelho e viu que o quadro nunca se deformava, mas a imagem no espelho pintado sim, sempre. Queria analisar as modificações. Descobriria Deus, a ciência provaria a Moralidade, descobriria então que atos misteriosos levariam a Humanidade às Estrelas, aos Céus e a seus próprios Corações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguiu paradoxos piores que os quânticos. Conforme eu já suspeitava, percebeu que para cada pessoa havia uma deformação ordenada no reflexo. Era como se a moralidade fosse tão privada e individual que não pudesse ser reproduzida. &lt;font color="#CC0000" size="5"&gt;Enlouqueceu.&lt;/font&gt; Da última vez em que visitei-a, no hospício, gritava que o Homem não seria nada enquanto não fosse Louco. Apenas na loucura, haveria a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a mim, penso às vezes que esse espelho estranho, de mil imagens, de mistérios e reflexos, é o avatar de um deus - não sei mais de qual. (A mensagem que ele traz vem de Deus ou do Diabo? Ou pior ainda, seria o espelho o reflexo fiel da opinião de um simples mortal?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo que as poucas pessoas que se viram no espelho acabaram se transformando, de forma a se assemelharem ao próprio reflexo, como se isso corrigisse a monstruosidade de um reflexo que não se assemelha ao refletido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outros momentos, penso que não somos nós os refletidos, mas um outro. Por maior que seja a semelhança, o reflexo, ao invés de retrato da alma, poderia ser o retrato de um outro, de um nosso irmão no mundo que compartilha conosco algum tesouro ou &lt;font color="#CC0000" size="5"&gt;maldição indefinível.&lt;/font&gt; Essa hipótese parece-me especialmente bela, pois uniria toda Humanidade numa infinita cadeia transcendental de reflexos e simulacros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na escuridão da noite, por fim, às vezes penso numa hipótese mais terrível, que talvez tenha sido a razão do incêndio que destruiu tudo ao redor dele e que deveria tê-lo destruído também. Talvez - e somente talvez - o reflexo que surja no espelho seja de um outro nosso irmão, que tenha por similaridade ser nosso antônimo. Seria uma nossa contra-alma, de modo que, tudo o que eu vivo, ele deixa de viver. Toda a minha felicidade torna-se impossível a ele, e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como almas irmãs, temos destinos ligados, ainda que opostos. E se meu reflexo já viveu e morreu, tenho a minha vida já traçada. Minha única esperança é a de que meu outro esteja ainda por viver. (E agora, que outro não tenho eu?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que reflexos tão belos ou repulsivos não passem de uma revelação de nossos desejos, de nossas culpas. Que sejam somente sonhos nossos ou, ainda, &lt;font color="#CC0000" size="5"&gt;sonhos de nossos sonhos&lt;/font&gt;. Espelhos são abomináveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem sonhei que enterrava o espelho para que nunca mais ele refletisse nada. E enquanto eu acabava de enterrá-lo, percebia que era um sonho o que eu fazia e que, desoladamente, não eram os reflexos sonhos meus, mas sim o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era o sonho da matéria do reflexo.&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-89496445?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/89496445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/89496445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_02_16_archive.html#89496445' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-89439910</id><published>2003-02-20T14:36:00.001-02:00</published><updated>2003-03-03T05:09:29.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;font color=green&gt;&lt;h3&gt;Botticeli, o cristianismo e o Belo&lt;/h3&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://free.bluemountain.com/eng3gifs/fineart/botticelli/botticelli.jpg" title="A Vênus aqui representa não tanto a Beleza, mas o Ideal de Verdade, segundo Margulies. Lindo, não?"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O Nascimento de Venus&lt;/i&gt;, 1484&lt;br /&gt;&lt;font size=-1&gt;Galleria degli Uffizi, Florença &lt;/font&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=green&gt;&lt;"Contemporâneo de Leonardo&lt;/font&gt;&lt;font color=gray&gt; [da Vinci]&lt;/font&gt;&lt;font color=green&gt;, Botticeli parecia viver em outra época. Para Leonardo, a arte era um caminho de pesquisa, uma das vias que conduziriam à descoberta da verdade. Para Botticelli, a arte era válida à medida que bela. &lt;br /&gt;O belo era o seu ideal supremo. E o belo não decorria do tema mais ou menos heróico, sempre situado em determinado momento em local concreto. O belo era eterno. E só a arte, portanto, constituía o meio - único - de fugir à mortalidade, encerrada no tempo e no espaço. &lt;br /&gt;Não há, em conseqüência, nenhum ensinamento moral ou ético na obra de Botticelli. E seus temas são selecionados tão-só por se prestarem à transmissão do belo em si, trate-se do belo tematicamente pagão, da antiguidade grega ou do belo decorrente do cristianismo."&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=gray&gt;&lt;i&gt;Arte dissociada da moral e aliada a eternidade. E, o mais incrível, unindo, sem repreensão da Igreja Medieval, elementos pagãos e cristianismo...&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=green&gt;"Aliás, à medida que a pintura deixa de ser "histórica", transforma-se numa religião pura para quem cultiva o ideal da beleza pura. E neste caso a antiguidade - quando bela e por ser bela - conduz à Revelação e ao cristianismo - este, belo intrinsecamente, pois decorrente da única verdade, que sintetiza toda a beleza.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;O belo não está na dependência da estética formal, da filosofia ou da ciência. O belo é determinado pelo próprio Deus. Não é a todos que é dado senti-lo. Portanto, ser pintor, revelar o belo, é o dom divino. Em conseqüência, o pintor é um exaltado. Porque cria. Todo ato de crianção é exaltado. Da exaltação nasce o quadro. Como da exaltação divina nasceu o homem."&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=left&gt;&lt;font color=gray&gt;- Texto retirado do quadro "Sua Arte", do livro 11, sobre Botticelli, da coleção Gênios da Pintura, divulgada no Brasil pela Abril Cultural em 1967.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto, eu deduzo, é de Marcos Margulies.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-89439910?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/89439910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/89439910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_02_16_archive.html#89439910' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-89439939</id><published>2003-02-20T14:36:00.000-02:00</published><updated>2003-02-20T14:36:58.216-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;Simon Cury&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Não sei se essa é a grafia correta do nome dele, mas alguém mais sente desesperadamente a falta do programa "A Música Maravilhosa do Cinema" que ele apresentava na Rádio Imprensa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Dela só me restam algumas fitas K-7 com gravações que o &amp;^^$#%#@^maldito do meu irmão não apagou...&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-89439939?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/89439939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/89439939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_02_16_archive.html#89439939' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-89439873</id><published>2003-02-20T14:35:00.000-02:00</published><updated>2003-02-20T14:35:47.793-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;O Livro e o Sonho&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Em seu "&lt;i&gt;Essais sur la signification au cinéma. Tome I.&lt;/i&gt;", pela  Éditions Klinckseick, Christian Metz, o grande teórico do cinema, argumenta que o cinema pode ser comparado a um sonho. Quando nos sentamos numa poltrona, naquela sala escura, as interferências do mundo real tornam-se mínimas. Mergulhamos dentro do filme e deixamos de enxergar fotogramas que &lt;b&gt;representam&lt;/b&gt; algo a passar a velocidade de um a cada 1/24segundos e, ao invés disso, vemos pessoas, carros, céu, profundidade, movimento, mundo, &lt;b&gt;realidade&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, por que não seria muito mais próxima do sonho a literatura? Parece-me que a menor participação do indivíduo afasta o cinema do sonho. O excesso de realidade oprime. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinema está para a realidade virtual assim como o livro, para o sonho. Ao nos envolvermos com um livros, suscitamos emoçòes, evocamos paisagens, trazemos imagens de nossas vidas para a história contada e, às vezes, também fazemos o contrário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é o sonho cujo roteirista deixa seu nome assinado. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-89439873?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/89439873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/89439873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_02_16_archive.html#89439873' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3511800.post-89171813</id><published>2003-02-16T02:20:00.000-02:00</published><updated>2003-02-16T02:27:29.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3&gt;PORQUE ELAS SÃO MARAVILHOSAS, HU, HU, HU, HU!!!!!&lt;/H3&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue abaixo o gostinho do que se pode achar no &lt;a href="http://www.alteradas.com.br/" target="_blank"&gt;site&lt;/a&gt; ou, melhor ainda, no &lt;a href="http://www.siciliano.com.br/livro.asp?orn=BAVAN&amp;Tipo=2&amp;ID=281524" target="_blank"&gt;livro&lt;/a&gt; de Maitena, uma cartunista argentina de que eu só fui ter conhecimento hoje, entrando numa livraria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu folheei o livro. É hilário. E para os que acharem sexista, reparem na foto da autora. Eu aposto como a capa é uma auto-cartunização... :-P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;TABLE BORDER=0 CELLPADDING=0 CELLSPACING=0&gt;&lt;TR&gt;&lt;TD&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;font face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"&gt;&lt;b&gt;&lt;font color="#000000" size="3"&gt;&lt;br&gt; Aquelas coisas que s&amp;oacute; n&amp;oacute;s podemos dizer&lt;br&gt;( Porque se &amp;quot;Eles&amp;quot; dizem, armamos um esc&amp;acirc;ndalo )&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br&gt;   &lt;br&gt;      &lt;/div&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;TR&gt;&lt;TD&gt;&lt;IMG SRC="http://www.alteradas.com.br/images/tira_02.jpg" WIDTH=471 HEIGHT=180 ALT=""&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;TR&gt;&lt;TD&gt;&lt;IMG SRC="http://www.alteradas.com.br/images/tira_03.jpg" WIDTH=471 HEIGHT=171 ALT=""&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;TR&gt;&lt;TD&gt;&lt;IMG SRC="http://www.alteradas.com.br/images/tira_04.jpg" WIDTH=471 HEIGHT=180 ALT=""&gt;&lt;/TD&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;font size=-1&gt;HTML da Tirinha copiada diretamente de &lt;a href="http://www.alteradas.com.br/tira.html" target="_blank"&gt;http://www.alteradas.com.br/tira.html&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3511800-89171813?l=reconstruido.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/89171813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3511800/posts/default/89171813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconstruido.blogspot.com/2003_02_16_archive.html#89171813' title=''/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08646168716982974785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
